LIVROS PROFÉTICOS
I - Introdução Geral
1 - Cenário Geral
(1) - Visão Geral da História de Israel
Períodos:
1 - Formativo - c. 1875 a c. 1660 (neste período viveu Abraão), vai até o momento em que Jacó e sua família entraram no Egito; é o período dos patriarcas.
Abraão viveu em Ur (cidade luxuosa, com muitos recursos, segundo descobertas arqueológicas).
2 - No Egito - c. 1660 a c. 1445 (215 anos).
A escravidão no Egito deve ter sido no mínimo de 80 anos.
3 - No Deserto - c. 1445 a c. 1405 (40 anos)
Passaram momentos muito difíceis.
4 - Da Conquista de Canaã - c. 1405 a c. 1350
Atravessando o Jordão, lutaram contra Jericó, Ai, etc.
Não conseguiram conquistar todas as terras.
5 - Período dos Juízes - c. 1350 a c. 1050 (300 anos)
Temos uns 12 juízes (Sansão, Gideão, Débora, Jefté, Samuel)
(Samuel foi Juiz, Profeta e Sacerdote)
- Juiz = libertador
- a atuação de alguns era simultânea.
* Ordem de acontecimento:
1) Idolatria
2) Opressão (principalmente pelos filisteus);
3) Arrependimento
4) Libertador (Juiz)
5) Paz
6 - Período da Monarquia - c. 1050 a 586 (vai desde a unção de Saul até a destruição de Jerusalém - Zedequias)
Divisões:
1 - Reino Unido - c. 1050 a 931 (120 anos)
- Havia somente um rei (cada um reinou 40 anos)
- Ocorreu o cisma de Israel
2 - Reino dividido - 931 a 722 (200 anos)
(1) Israel - 19 reis (em 200 anos) - incrédulos
Primeiro rei = Roboão
Último rei = Oséias
(2) Judá
3 - Reino remanescente - 722 a 586
As 10 tribos desapareceram, mas Judá permaneceu por mais uns 150 anos.
Judá em todo o período (uns 350 anos) teve 20 reis; destes 8 reis foram bons (Josias, Josafá, Ezequias, etc.).
7 - Período do Cativeiro - 605 a 536 (70 anos)
1a invasão
2a invasão
3a invasão
(nas três invasões houve cativeiro
símbolo 174 \f "Symbol" \s 12
70 anos
605
símbolo 175 \f "Symbol" \s 12
símbolo 175 \f "Symbol" \s 12
símbolo 175 \f "Symbol" \s 12
536
Daniel
Ezequiel
nesta invasão, tudo foi destruído
8 - Período da Restauração - 536...
A primeira coisa que fizeram foi erigir um altar;
* Os profetas escritores na sua maioria atuaram entre os períodos 6 a 8, ou seja, a partir da monarquia.
(2) A Cronologia dos Profetas
A datação dos profetas é feita geralmente através da data dos reis.
O cenário contemporâneo será estudado em cada profeta.
(3) Filosofia da História
Temos no livro Educação um capítulo em que Ellen G. White aborda este assunto; (pp. 173-183).
A história do mundo é dirigida por Deus; é o palco da ação divina.
Três aspectos sobre Deus
1 - Onisciência de Deus (Isa. 46:9, 10)
Ele vê tudo em todos os tempos
2 - Sabedoria - Ele é sábio
Usa o conhecimento da melhor maneira possível
3 - A Palavra de Deus
Isa. 55:10, 11 - Relato da Palavra Profética
(4) Plano de Deus para Israel
1 - Uma nação superior
Preocupações de Deus para com Seu povo:
1 - Caráter Santo
Êxodo 31:13 - Deus é quem santifica Seu povo
Levítico 19:2 - “Santos sereis...”
Deut. 7:6 - “és povo santo... escolhido por Deus”.
Santo = separado (não perfeito)
(Um povo que pertencia a Deus)
2 - Saúde
As bênçãos da saúde (condicionais)
Êxodo 15:26 - “Se... nenhuma enfermidade virá...”
Deut. 7:14, 15 - “não haverá estéril...”
P.P., 395 - “não haveria fraquezas nem moléstias, se seguissem as orientações divinas...”.
Isaías 65:20 - bênçãos para aquele tempo = longevidade.
3 - Intelecto
Deut. 4:6 - “entendimento, sabedoria para o povo”
P.R., 368 - “seriam vanguarda em sabedoria e entendimento”
4 - Agropecuária
Havia leis para trabalhar na terra.
Deut. 28:2-6; 8, 11, 12 - bênçãos sobre as plantações, animais, alimentos depositados nos celeiros...”
“Novos Céus e Nova Terra para Israel”
Isa. 51:3 - “deserto como o Éden...”
Ezeq. 36:35 - “a terra desolada tornando-se como o Jardim do Éden...”
P.J., 289 - “a fertilidade e beleza da Terra seriam restauradas
Deut. 7:13 - bênçãos sobre a terra e animais
Malaq. 3:11 - “repreensão do devorador (gafanhotos).
5 - Artesanato (produtos manufaturados)
Êxodo 31:2-6
Êxodo 35:30-35 - “habilidade em todo artifício; desenhos; lapidação, sabedora par ensinar, bordar, obra de tecelão.
6 - Posição Geográfica Estratégica
Do mundo de então, aquele lugar era central
P.R., 70 - posição estratégica da terra
7 - Muita Prosperidade
Deut. 28:11-13 - “emprestarás a muitas nações; serás cabeça e não cauda...”
P.J., 288 - “Deus queria tornar Israel a maior nação da Terra”.
Deut. 26:19 - “exaltação sobre todas as nações”
7:14 - “bendito sobre todos os povos”
28:1 - “exaltados sobre as nações da Terra”
Malaq. 3:12 - “terra deleitosa”
P.P., 323 - “elevados sobre todas as outras nações”
P.P., 273 - “proeminência sobre as nações assim como o filho primogênito tinha em casa”.
O filho primogênito recebia maior herança; passava a ser o líder espiritual dos irmãos.
A Evangelização das Nações
Gên. 12:1-3 - “Em Abraão seriam benditas todas as famílias da Terra”;
Gên. 18:18 - “repetição da bênção”;
Gên. 22:18 - “novamente Deus repete a bênção”;
Gên. 26:4 - “mesma bênção para Isaque”;
Gên. 28:14 - “mesma bênção a Jacó”;
Isa. 56:6,7 - o Templo seria uma “Casa de Oração para todos os povos”;
P.J, 290 - “o reino de Israel poderia abarcar o mundo”;
Mesmo assim, haveria necessidade da vinda do Messias; de derramamento de sangue, mas num plano diferente do nosso.
Há diferenças entre os planos de Deus para Israel e para a Igreja (hoje)
P.R., 703, 704 - “se Israel fosse fiel, todo o mundo aguardaria com esperança a volta do Messias...”
Período de Salomão
I Reis 4:29, 34 - a sabedoria de Salomão
I Reis 10:23, 24 - todos vinham para ouvir a Salomão
Lucas 11:31 - Jesus disse que a Rainha de Sabá foi evangelizada por Salomão.
- Infelizmente Salomão e a nação apostataram.
- “O espírito missionário foi substituído pelo espírito de comércio...” - (Ellen G. White), P.R., 71, 73.
- Pesados impostos eram cobrados
O Fracasso de Israel
Mat. 21:33-41, 43 - Parábola dos lavradores maus, temos a avaliação de Jesus do Antigo Testamento.
Causas do Fracasso
Mesmo após o exílio, não evangelizaram, temendo a idolatria.
- os lavradores: os judeus
- a vinha: o reino de Deus
- tropeçaram na pedra de tropeço: Jesus
O povo de Deus, ao invés de construir sobre a pedra, acabaram tropeçando;
- Rom. 9:30-33 - “o povo tropeçou na Pedra de Tropeço...”
- I Pedro 2:6-8 - para quem crê na pedra, é preciosa; para o descrente é de tropeço...”
Resultados do Fracasso
Israel não foi rejeitado quanto a salvação
Rom. 11:1, 2 - é possível a salvação, mas individual
Efés. 2:11-22 - dos dois povos (judeus e gentios) fez apenas um;
Deus tem um corpo - a igreja, tanto para judeus como para gentios
Rom. 10:12, 13 - não há mais diferença entre judeus e gentios
Rom. 9:23-26
Atos 10:34, 35 - Deus não faz acepção de pessoas
Gálatas 3:28, 29 - “Todos sois um em Cristo Jesus...”
Hoje o povo judeu não é mais um povo escolhido de Deus...
A missão da Igreja:
Mat. 28:19, 20
II Cor. 5:18-20
I Ped. 2:9,10
Missão dos Profetas - I
(1) Títulos
Além de serem chamados de profetas, também recebiam outros títulos:
1 - Videntes - viam o que ninguém mais via
II Reis 6:8-23
Percebiam o significado dos acontecimentos
Ex.: o caso do rei Ezequias (o sol voltando 10 graus)
I Sam. 9:9 - “profeta” = vidente
2 - Homens de Deus
Deut. 33:1
I Sam. 2:27
I Reis 17:18
3 - Servos de Deus
Josué 1:1, 2
II Reis 17:13, 23
Esdras 9:11
Jeremias 7:25
(2) Atividades
Ser profetas é possuir a faculdade de receber uma revelação especial de Deus e de comunicar aos homens , quer falando, quer escrevendo.
Nabhti - aquele que fala por outro (porta-voz);
A obra de um profeta não está relacionada a anunciar o futuro, mas sim, relaciona-se com o passado, presente e futuro.
Ex.: Ezequiel em visão foi transportado até Babilônia onde viu o povo de Deus envolvido em idolatrias.
Houve profetas que não fizeram profecias para um futuro distante.
Ex.: Elias - profecia sobre a chuva
Eliseu; João Batista...
O termo profeta é muito amplo e abrangente;
Alguns profetizaram apenas em tempos especiais e tempos curtos; Ex.: João Batista - apenas 1 ano; Ageu 4 meses. Outros profetizaram durante 50, 60 anos.
Ex.: Jeremias, Isaías
Alguns escreveram, outros não
Alguns foram levantados por Deus em períodos de grandes crises.
Ex.: Elias, Oséias e Jeremias
Alguns escreveram para um futuro bem distante.
Ex.: Elias
Educação, 45, 46 - o termo profeta é usado para dois tipos de pessoas:
Temos mulheres como profetizas:
Exo. 15:20 - Míriam
Juíz. 4:4 - Débora
II Re. 20:2, 14 - Hulda
Luc. 2:36 - Ana
Atos 21:9 - As filhas de Felipe
O profeta não se oferecia ao ofício, era chamado por Deus
Havia profetas que não queriam aceitar o ofício
Exô. 3, 4 - Moisés
Jer. 1:4-11
Os profetas não podiam alterar sua mensagem.
Ex. Núm. 24:13 - Balaão
II Crôn. 18:12, 13 - Micaías
Missão dos Profetas - II
(1) Deus usou Seus profetas em diversas atividades
1 - Obra Educacional
Fundaram e incentivaram a escola dos profetas
2 - Obra de Saúde
Trouxeram cura às pessoas.
Ex.: Naamã (Eliseu), rei Ezequias (Isaías), morte na panela (Elias)
3 - Obra de repreender os pecados
Ex. Natã - Davi
4 - Obra de repreender os líderes por má condução do povo de Deus
Ex.: Samuel - Saul; Elias - Acabe
5 - Produzir reformas entre o povo de Deus
Ex.: Isaías e Miquéias - rei Ezequias
Elias, no Carmelo - rei Acabe
6 - Salvar Seu povo em momentos de crise
No reinado de Josafá - ataque dos edomitas, moabitas, amonitas.
Oração, jejum, reunião solene - dom de profecia a Jaaziel, levita -
II Cro. 20.
7 - Para escreverem as mensagens de Deus para Seu povo
8 - Para instruir sobre as grandes verdades a respeito de Deus e do homem
Ex.: Isaías
9 - Consolar e exortar os que confiavam e obedeciam a Deus
10 - Para a previsão de eventos vindouros
(2) Profecias Condicionais - SDABC, IV.
Duas escolas:
Futuristas - dispensacionalista (Israel literal)
Modernista - As que se cumpriram é que foram escritas após ou na época do evento.
- As que não se cumpriram é porque eram só esperanças dos profetas.
Jer. 18:7-10 - Modo de Deus agir
Ezeq. 33:11-19 - condicionalidade da Palavra de Deus
Deut. 28:1-68 - “se” - condicional
Deut. 30:15-20 - os dois caminho.
Deus é claro. Oferece dois caminhos e sugere o melhor. Somos livres para escolher.
Centenas de promessas não se cumpriram para Israel porque se desviaram do caminho de Deus.
(3) Sensus plenior - duplo ministério
Sensus - maios ou menos senso, sentido superior - freqüente nos profetas - fundamental entender.
Interpretação Reinterpretação
símbolo 175 \f "Symbol" \s 12
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Profeta Sua época Outra época
(visão) (aplicação primária) (aplicação secundária)
Quando o Espírito Santo dá uma mensagem para a época e deseja que tenha uma aplicação para uma época bem posterior, então este texto tem sentido superior - “sensus plenior”.
Podemos ter certeza só quando um escritor inspirado posterior utilizou. Exemplo: Isaías 7:14; Mateus 1:23.
Quando o Espírito Santo inspirou Isaías, tinha em mente o episódio de Mateus.
(4) Pontos de destaque nas profecias:
Se analisarmos as profecias do Antigo Testamento, vamos verificar que estão concentrados em 4 pontos principais:
1 - Dias do Profeta
Prega primeiramente para seus dias, poucas exceções.
2 - Cativeiro e Restauração
Ex.: Isaías - porção expressiva do livro.
Quando iriam, como seria lá, a restauração, etc.
3 - Messias
Nem todos falam de Cristo
Ex.: Isaías - “profeta evangélico”
As que falam enfocam: Sua humilhação
Sua glória
4 - Recompensa final dos justos e punição final dos ímpios
Devido ao “sensus plenior” muitas se enquadram em dois destes grupos.
(5) Interpretação, Reinterpretação e Aplicação nos escritos de Ellen G. White
Interpretação
Exegese do texto.
Sentido literal para a época
Reinterpretação
Dar um novo significado.
Tem a ver com o “sensus plenior”.
Só pode ser feito por um autor inspirado.
Pega um texto, tira do contexto (a exegese não pode fazer isto) e dá-lhe “novo” significado (Já estava na mente do Espírito Santo).
Ex.: O que Mateus fez com Isaías 7:14.
Aplicação
Tirar lições espirituais do texto.
Ellen G. White, nem sempre é palavra final quanto a um texto, pois muitas vezes está somente fazendo aplicação.
Por outro lado, há muitos textos em que ela faz a exegese.
Quando ela faz só a aplicação, então o texto não é esgotado em seu sentido.
Nenhum profeta nunca declarou saber tudo sobre todas as coisas.
II - Estudo dos Escritos Proféticos
01 - Jonas
Nome - Pomba
- II Reis 14:25 - foi profeta para as 10 tribos.
- Jeroboão II; cerca 790 a.C.
Contemporâneos.
Era de Gate-Efer, região da Galiléia, em Nazaré.
Jesus acreditava na história de Jonas.
- Mat. 12:39-41
- Mat. 16:4
- Luc. 11:29-32
Grande livro missionário do Antigo Testamento
Mensagem Central amor de Deus a todo o mundo.
Contrário à idéia (crença) dos israelitas que criam que Deus só amava a eles.
Não contem o nome de Israel.
Porque este livro está na Bíblia, se não tem nada para Israel? Que proveito teria para eles?
O escritor (não se sabe se foi o próprio Jonas), pode não ter colocado o nome de propósito.
Capítulo 1
- Profeta para as 10 tribos
- Este estava localizado ao redor do Mar Mediterrâneo.
- Nínive, margem oriental do rio Tigre
- Era grande para a época: 12 Km. de circunferência.
- Jonas, único livro missionário do Antigo Testamento.
- Os antigos criam que cada deus dominava uma esfera.
- Ex. Um o mar, outro a vegetação, outro o sol, outro os animais, etc.
- Ao cair no mar, houve bonança
- Deus usou a fuga de Jonas como um propósito missionário. - Houve temor (V. 10) e conversão (V. 16).
- Mat. 27:63, 64
- Est. 4:16 e 5:1
- Os dois textos acima usam este tipo de figura de linguagem
- I.J., 1987, p. 228 - Homem no estômago da baleia.
Capítulo 2
Nesta oração, Jonas já agradece pelo liberamento.
Ele tem certeza de que Deus o salvaria.
Capítulo 3
- Como Sansão, que morreu como um salvo. Sua força física era um dom do Espírito Santo (sempre fazia algo sobrenatural, diz “... e veio o Espírito do Senhor sobre ele...”). Este dom não é listado no Novo Testamento.
- Deus usou novamente Sansão, mesmo com seu período de revolta. Assim também com Jonas.
- Como Pedro também. Negou 3 vezes, depois o confessou 3 vezes.
- Deus usou a Pedro apesar de sua fraqueza e queda.
- Como João Marcos.
- Deus sempre dá mais que uma chance.
- Amém! Usa até nossas cabeçadas!!
- Gên. 19:25
- Manifestaram arrependimento
- Jonas não pregou amor, misericórdia,... pregou destruição.
- A essência não era arrependimento.
- Em nossa pregação atual, temos que enfatizar salvação e juízo também. Com jeito e com equilíbrio.
- de pensamento (mente) - para salvação
- de sentimento (remorso) - com medo das conseqüências.
- Núm. 23:19:
- Deus não muda Sua mente. Suas idéias, são sempre as mesmas.
- Deus Se entristece e volta atrás conforme o procedimento dos homens.
- Deus Se alegrou com a resposta dos ninivitas.
Capítulo 4
Divisão Artificial
- Jonas, como todo judeu, sentiu ciúmes do amor e interesse de Deus por outro povo, no caso, os ninivitas
- Preocupado com sua reputação, mais que com a salvação dos ninivitas.
- Deus contrasta Seu amor e misericórdia pelos perdidos com a dureza de coração e o amor pelo conforto pessoal do profeta.
- a) 120 mil - número de habitantes total da cidade
- b) 120 mil - número de crianças, isto é, aqueles que não tinham discernimento entre o bem e o mal. O total seria 600 mil. Esta idéia é a mais aceita.
Esboço
Cap. I - Jonas correndo de Deus (fuga)
Cap. II - Jonas correndo para Deus (oração)
Cap. III - Jonas correndo com Deus (pregação)
Cap. IV - Jonas correndo adiante de Deus.
Características de Jonas
Nacionalista
Franco
Corajoso
Profundo conhecedor das Escrituras (na oração cita salmos.)
Homem de oração
Iracundo, sem compaixão, egoísta
- Este é o único caso de um profeta que se recusou a cumprir sua missão;
- O único que conseguiu de toda uma cidade a conversão;
- O único enviado aos pagãos
Paradoxos de Jonas
Um profeta de Deus -
Um fugitivo de Deus
Um homem afogado -
todavia, vivo
Um homem arrependido
não obstante, se queixa do arrependimento
Um homem que está a beira da morte e pede a vida-
Quando tudo está bem, pede a morte
Objetivo - Repreender Israel. Como?
1 - Um povo pagão se arrependeu com a primeira pregação de um estrangeiro. Mas Israel, o povo de Deus, não se arrependia mesmo quando advertido por vários profetas, em todas as épocas. Lição a Israel por contraste.
Jonas, Tipo de Israel
Capítulo I
1 - Escolhido por Deus para uma missão
2 - Foi desobediente
3 - Encontrou-se com homens de várias nações (Israel - cativeiro; Jonas - navio). Assim os pagãos conheceram a Deus.
4 - Foi protegido por Deus
Capítulo II
1 - Receou haver chegado seu fim (peixe/cativeiro)
2 - Clamou ao Senhor (peixe/cativeiro)
3 - Foi liberto por Deus (peixe/cativeiro)
Capítulo III
1 - Depois de liberto, foi recomissionado para Deus
2 - A missão teria sucesso, pois os pagão se converteriam. Ocorreu com Jonas; não com Israel como deveria, devido ao seu procedimento.
02 - Amós (767-753 a.C.)
Nome - uma carga
Ênfase - Justiça de Deus
O distrito de Amós: Betel, ao Sul de Israel
Esboço:
III. Visões de Juízo contra Israel - 7:1 a 9:10
- Amós - sulista; era pastor. Recebeu visões de Israel (norte)
- Época de Uzias em Judá e Jeroboão II, em Israel
- “O Senhor rugirá...” = como um leão em redor do apóstata Israel.
- Carmelo = lugar mais úmido de Israel
- Secar = alta calamidade que virá
Expressões Repetida
* “Por três transgressões e por quatro” (jeito de hebreu falar)
Idéia: A destruição não virá Por um ou dois pecados somente
* Fogo
* Palácios
* “Não tirarei o castigo”.
É comum nos profetas tomar a parte para todo
Efraim = Israel
Gaza = Filisteus
Damasco (capital da Síria) = Síria
Cidades dos Filisteus: (mais importantes)
Gaza
Gate
Asdode
Ascalom
Ecrom
Cidades da Fenícia: (mais importantes)
Tiro
Sidom
Capítulo 1 e 2 - Profecias contra:
Povos sem luz, pagãos:
Síria
Filístia
Fenícia
Edom
Amom
Moabe
Povos do Senhor:
Judá
Israel
- “Porque...” (razão da profecia)
- Duas cidades muito importantes dos Edomitas
- Amonitas eram vizinhos de Israel e certa vez resolveram alargar seu território sendo muito cruéis.
Povos Fortes do Antigo Testamento
Assírios - Israel (722)
Babilônios - Judá (586)
Atacavam pelo norte apesar de não estarem ao norte de Israel (ver mapa). Havia um deserto e o acesso era só pelo norte.
Quando vinham, os outros povos em volta acabavam sendo seu alvo também. Não vinham especialmente para atacar só Israel e Judá.
Capítulo 2 - Divisão Artificial
Incorreta neste caso, pois o assunto continua.
Amós começa lá por fora para chegar a Israel, a quem está pregando. “Se os pagãos (sem Deus) serão destruídos deste jeito, imagine vocês, conhecedores de Deus?”
As nações são punidas pelos pecados cometidos contra as leis da natureza, da consciência e do sentimento natural. Mas Israel por pecarem contra a vontade revelada de Deus.
Rom. 2:12, 14, 15.
- Pecado da injustiça social. Muito condenado pelos profetas
- Opressão dos ricos para com os pobres.
- Idolatria.
1 - Destruiu o amorreu (os gigantes de Canaã)
2 - Êxodo. Pragas, travessia do Mar Vermelho, ...
3 - O ministérios do profetas
4 - Nazireus (Núm. 6)
- Eram exemplos ao povo.
Capítulo 3
Preocupação pelas 10 tribos. Capital: Samaria
- Grande privilégio. Implica responsabilidade
- Não pode haver harmonia entre Deus e Seu povo e este será punido
- Não há como conviver
- O povo não quer acordo, a conseqüência é o mal.
- O profeta é o revelador dos segredos de Deus. Segredo - a quem Deus contou:
Ex. Dilúvio (Noé)
Sodoma (Abraão)
Jerusalém (A.T. - muitos Jeremias; N.T. - Jesus)
- Paralelismo - Leão = Senhor
- Criminosos, os ricos e poderosos
- Um “pedacinho” será poupado para o Senhor
Capítulo 4
- Basã - terra fértil, ótimo pasto, gado gordo, belo.
- Vacas - mulheres ricas da capital (Samaria)
- Pressionavam os maridos para fazer o mal.
- Anzóis - jeito dos assírios tratarem os conquistados. Seria literal.
- Regalem-se no mal que gostam e apreciam
- Em Betel o culto era parecido com Jerusalém (sacrifícios, ofertas)
- Oséias 8:11
- Muitos altares
- Fome
- Seca (não caiu a chuva serôdia - sem colheita)
- Pragas (crestamento, ferrugem; gafanhotos)
- Pestilência, como no Egito
- Guerra e seus resultados
- Subversão - embora não haja registro, deve ter havido algum incêndio parcial
- Castigo não corretivo, mas punitivo
Capítulo 5
Capítulo 5
- Porta. A cidade poderia ter várias, mas uma era mais importantes. Junto a ela, tinha uma praça. Aí era feito as maiores transações comerciais, causas, julgamentos, etc.
- Opressão aos pobres que buscavam a justiça à porta.
- Criam que o mal não lhes aconteceria, pois eram o povo de Deus. Mesto estando em todos estes pecados.
- Cheios de pecado, como queriam encontrar com o Senhor? Sem esperança.
- Não era que o rito ou a música (V. 23) fossem errados, mas o motivo.
- Sicute, deus da guerra assírio, identificado com planeta Saturno. Antes dos assírios virem seus deuses, já estavam ali em Israel. Antes de Israel ir para o cativeiro, seu coração já estava lá em seus ídolos.
- Deus os deixou seguir seu coração.
- Como a mulher de Ló, estava fora de Sodoma fisicamente, mas com o coração e os interesses dentro.
- Israel estava num sincretismo religioso.
Capítulo 7
- Porém, no caso, tem a ver com destruição.
- Outros exemplos:
- Isaías 28:17; 34:11 - “prumo de ruína; destruição
- Lamentações 3:8
- Passará uma vez só por ele e será suficiente
- II Reis. 15:8-10 - cumprimento sobre Zacarias, filho de Jeroboão, filho de Nebae.
- Para não entrar em contradição com o V. 15, deve-se adotar o tempo pretérito: “era”
- “sicômoros” = figueira brava (comida de pobre)
- Amazias queria impedir o juízo e este chegou para mais perto dele.
Capítulo 8
- Israel como figo maduro, estava pronto para o juízo.
- “Silêncio”, “cala-te” - idéia de juízo.
- Pura desonestidade - medida, peso, balança
- A pobreza era tanta, que se vendiam e o ricos enriqueciam com a exploração
Nota: Israel (10 tribos) - Assíria - 722 a.C. (Norte)
Judá (02 tribos) - Babilônia - 586 a.C. (Sul)
- E. G. White, Aplica o fechamento da porta da graça.
- I Sam. 28:6
Capítulo 9
- Jeroboão I tivera seu altar destruído por ordem de um profeta 0\- I Reis 12:31-13:34.
- Agora, em visão, acontece algo semelhante com Jeroboão.
- “capitéis”- parte superior das duas colunas de um Templotemplo, parecido com o de Salomão.
- Israel por seus pecados e sua rejeição dos profetas
- “caftor” - Creta ou Capadócia.
- O povo de Israel lembrava bem do Êxodo.
- Achavam-se favorecidos porque Deus os direcionou num Êxodo. Mas o Senhor agora fala que promoveu “êxodos” junto a outros povos também. Israel não poderia se vangloriar e se prevalecer disso.
- (Êxo. 19:6). Agora, após anos de apostasia, eram um “povo pecador”
- Ficara um remanescente
- dispersão universal
- viria os assírios; viria o tempo difícil. Mas o grão (povo fiel) não seria jogado fora
- Sensus plenior - sacudidura (E.G.W.)
- Eram o povo de Deus
V.11-15 - Amós é o profeta da justiça, do juízo. Porém, seu livro caba com otimismo.
- A casa real seria reerguida e controlaria, um dia, todo o reino.
- Nos profetas, encontra-se muito a palavra “Davi”, é um termo Messiânico; se refere a Jesus.
- “levantarei”; “repararei”; “restaurá-lo-ei”., palavras positivas.
- Encerra com promessas de prosperidade quando, mais tarde, voltassem para Deus.
- Não se cumpriu. Até 1948 não tinham nem mais terra.
03 - Oséias (755-725 a.C.)
Nome - salvação
Esboço
I - O amor de Oséias para com Gômer (cap. 1-3)
II - O amor de Deus para com Israel (cap. 1-14)
É uma história real, literal; embora alguns defendam que seja uma parábola ou uma visão
Palavra chave: volta (15 vezes)
Outra muito usada: conhecimento
Capítulo 1
- reis principais: Uzias e Jeroboão
- Uzias: II Reis 15:1-7; II Crôn. 26:1-23
- Jeroboão: II Reis 14:23-29.
- 41 anos; um dos que mais reinou, fez como Jeroboão I.
- Época de prosperidade, de conquista (até Damasco, capital Assíria). Desde Salomão é a época de maior poderio.
1 - Ela já era uma prostitua
2 - Pertencia a alguma família de tradição prostituta
3 - Sua conduta é apresentada por antecipação.
- L.E.S. - 30.03.88 (professor)
- O caso dele com Gômer era representação do que o povo fazia com Deus.
Exemplos de Ordens “estranhas” de Deus:
1 - Não matarás - no Sinai
No deserto mesmo por muitas vezes Ele mandou matar todos, sem poupar nenhum.
2 - No deserto mesmo deu o segundo mandamento.
Porém. Ele mandou fazer dois querubins, a serpente, ...
3 - Deus nunca pediu sacrifício humano.
No entanto, pediu que Abraão sacrificasse Isaque.
Oséias foi o último profeta para Israel, e Deus revolveu usar mais que palavras, mas um drama ao vivo.
O nome de cada criança teria uma lição para o povo.
Jezreel = Deus espalhou/semeou
Deus estava dizendo que espalharia o povo.
O semeador de trigo levantava a aba do vestido e colocava as sementes e ia andando e as jogando.
Ficava a 98 km. ao norte de Jerusalém. Acabe tivera um palácio no local e ali Nebote fora assassinado. Foi feito uma profecia contra a casa de Acabe e Jeú a executou, todavia com a motivação errada: vaidade e ambição. Além disso, Jeú, muito cruel, praticou covardemente vários assassinatos - I Re. 21 e II Re. 9.
Deus também está dizendo que vingaria o sangue de Jezreel, assassinado por conspiração de Jezabel, mulher de Acabe.
O rei Jeroboão II, que governava nos dias do profeta Oséias, era bisneto de Jeú. Seu filho Zacarias mais tarde foi assassinado - II Re. 15:8-10.
Deus deu a missão a Jeú, porém ele foi muito cruel e agora Deus puniria sua casa. Não poderia aceitar seu serviço.
Nome do filho
Significados
Lição (Contemporânea)
Deus semeou
Deus espalharia Seu povo
Não favorecida (amada)
Deus não favoreceria mais Israel
Não meu povo
Não meu povo
A rejeição de Israel (10 tribos)
Lição para o futuro:
Oséias desconfiava que a filha não era dele, e por isto a olhava com certo desfavor. - V. 9:15; 13:14
- Oséias tinha certeza que não era dele este filho
Capítulo 2
Divisão Artificial
Jer. 31:10; Eze. 37:15-25.
Referente à primeira parte do verso 11, quando Israel se junta a Judá na volta do cativeiro.
Eze. 16:17, 20, 26, 28 - Imagens, nações (Egito, Assíria)
Eze. 23:5, 22, 23, 30
Osé. 7:11; 12:1
- Gômer dizia que seus amantes e não seu marido, Oséias, é que a sustentavam
- Israel dizia o mesmo para Deus.
- Era humilhante e vergonhoso despir uma mulher e deixá-la n rua, de qualquer jeito.
- Figura do que Deus faria a Israel
- Deus os levaria ao cativeiro e acabaria com suas festas profanas.
- Quando Israel chegou à Canaã, cada pedaço de Terra, tinha o seu dono, isto é, o seu Baal. Assim havia muitos Baals ou Baalins. Durante algum tempo, Jeová foi chamado de Baal pelos Israelitas, com toda inocência; o que aumentou a confusão neste sentido (Deus Jeová x Baal)
- Num futuro Deus voltaria a “namorar” com Seu povo
- “deserto” - remonta ao passado; ao Sinai; local da aliança (casamento)
- 16 Km ao Sul de Jericó; 7 km. e meio de extensão de norte a Sul
- Acor = Inquietação
- “porta da esperança” - vale de Acor lembra o pecado de Acã ao iniciarem o tomado de Canaã, onde desanimaram. Porém se voltaram a Deus e Ele reacendeu.
- “eu te cortejarei como a uma virgem”
- Esta idéia permanece em toda a Bíblia
- Quando Deus perdoa, trata como se não houvesse pecado nunca
- Exs.:.: I Co. 5:1; 6:9-11
II Co. 11:2
Apoc. 14:3, 4
- Idéia de bênção.
- “semearei” - Jezreel
- “desfavorecida”
- “não-meu-povo”
- Este texto é reinterpretado no Novo Testamento.
- Rom. 9:25, 26 - chamado aos gentios -
- Seção sobre Israel e Gentios
- I Pe. 2:10 - idéia dos dois últimos nomes dos filhos de Oséias.
Capítulo 3
- Jer. 7:18
- Jer 44:19
- Alguns dizem que foi comprada num mercado de escravos. Oséias pagou metade em dinheiro e metade em espécie
- Em Êxo. 21:32 - trinta peças de prata era preço de um escravo.
- “Davi” - Messias
- “Últimos dias” = futuro; não final
- Purificação - tempo de cativeiro.
Capítulo 4
Até aqui conta sobre Israel e Gômer. A história está mesclada. Daqui em diante, não se menciona mais sobre a vida pessoal de Oséias.
Neste capítulo, aparece muito a palavra “conhecimento”, (V. 1, 6, 11, 14; 5:3 (Efraim = Israel), 4; 6:3, 6; 7:11; 8:2) e “entendimento”.
- Os versos seguintes mostram como eram os sacerdotes
Capítulo 5
Deus deixa que o povo siga o caminho que escolheram.
Capítulo 11
O livro fala de várias figuras:
- Amor de Deus para com Israel (quase todo)
- Amor de um homem para com sua esposa (boa parte)
- Amor de um pai para com seu filho (cap. 11)
Figura do capítulo 11:
- Jer. 31:9 - usa esta mesma figura. (amor de um pai...)
- Sensus plenior - Jesus
- Deus tem que deixar Israel ir, mas não quer...
- Admá e Zeboim
- Quando Deus destruiu Sodoma e Gomorra, eram 5 cidades em linha reta. Entre elas, estas duas, que também foram destruídas (todas 5)
04 - Isaías (c. 745 a 685 a.C.)
Nome significa: O Senhor é salvação
Isaías pertencia à linhagem real e foi chamado jovem para o ofício profético - P.R., 305.
Por 60 anos ou mais como profeta da esperança sobre Judá.
A Bíblia não conta como Isaías morreu. Segundo a tradição e E. White, Manassés, filho de Ezequias, o prendeu e serrou-o pelo meio dentro de um toco oco - SDABC, IV, 1137.
Heb. 11:37 - “serrados pelo meio”
Possivelmente se referindo à morte de Isaías.
Além de grande profeta, foi um grande poeta. A maior parte do livro, especialmente a segunda parte, está toda (quase) em poesia.
Foi também um grande estadista, conselheiro dos reis.
É o profeta mais citado no Novo testamento, é chamado de profeta evangélico.
A algum tempo, certo autor ensinava que Isaías seria dois livros:
1o. - 1 a 39 - Ameaça
2o. - 40 a 66 - Consolação.
Segundo ele, o 2o. é o Livro da Consolação de Israel, escrito por um outro Isaías que não tem nada a ver com o primeiro.
739 - Morte de Uzias, também chamado Azarias.
Capítulo 6
Na realidade, Isaías já era profeta aqui. Não foi nesta ocasião o seu chamamento. Isaías sabia que a Assíria varreria as dez tribos.
P.R., 305 - sua maior aflição, contudo, se devia a condição espiritual do povo. Seus pecados o deprimiam.
P.R., 305, 306, 207 - Ellen G. White, fala que o chamamento de Isaías foi no ano da morte de Uzias (Azarias). Talvez em algum momento antes, durante aquele ano.
No Templotemplo só entrava o sacerdote. Quando fala de estar no Templotemplo, era no pátio. Isaías se sente pequeno para sua missão e se aproxima o mais que pode (pátio do Templotemplo), do Senhor.
- Era comum um monarca oriental se apresentar no trono com roupas longuíssimas da cintura para baixo.
- Deus dá a Isaías uma visão nestes termos.
- Idéia de separado. Sábado, Dízimo, Igreja, Sacerdote.
- Aqui a idéia de separado, porque Ele é o Criador. De um lado está Deus, do outro todo o resto, a criação. Deus separado da criação. Exaltado sobre Sua criação.
- Mais ainda, idéia de separado de todo mal.
- Glória é o caráter de Deus.
- O serafim (V. 2), cobre os pés porque no costume oriental antigo ninguém se apresenta diante de um monarca com os membros inferiores descobertos.
- Os serafins não estão ouvindo a Deus e ele, como seu povo impuro, O ouve.
- Se sente impuro, pecador, indigno.
- Visão:
- . Realidade - idéia aqui
- . Figura.
- Porque “lábios”?
1 - Contrasta seu falar com o dos serafins, puros que só falam para glória de Deus.
2 - Deus o chamou para ser profeta (Nabhi), porta-voz de Deus.
- Se sente impuro, incapaz, diante de um Deus tão puro.
III. A visão do perdão (V. 6, 7)
- Quando Isaías viu Deus, viu quão pecador era. Como líderes, devemos mostrar mais a Deus do que aos homens e o povo se comparará com Deus e sentirá profundamente isto.
- tenaz - pinça, como tesoura
- Sua impureza é removida
- A mesma visão que mostrou seu pecado, providencia perdão.
- Certeza do perdão. Nada mais entre ele e Deus.
- Deus está aqui como monarca, junto com seus ministros (serafins) numa audiência.
- “Nós” (Sal. 89:7) - pode ser a Trindade e também Deus e Seus ministros.
- Isaías que se sentia inadequado, agora (já perdoado) se dispõe, sente a habilitação de Deus.
- Diz que o povo piorará mais. Resultado da rejeição da verdade. Na Sua Onisciência, vê o futuro do trabalho de Isaías e que o povo virará as costas.
- Jer. 7:25-28
- Deus diz algo semelhante a Jeremias
- Rom. 1:28
- Efé. 4:18, 19
- II Tess. 2:11-14
- Isaías acabou morrendo assassinado e, para efeitos humanos, fracassado.
- Temos mania de sucesso. Grandes homens da bíblia tiveram o mesmo fim.
- II Reis 25:21
- Jer. 4:29
- “Santa Semente” - grupo de fiéis.
- Dentro da Teologia de Isaías, há a doutrina do remanescente:
- 1:9-25
- 4:2-4
- 10:20-23
- 11:16
- E.G.W., diz que Isaías nunca mais esqueceu esta visão.
- A partir daí, há uma marca registrada no livro: “O Santo de Israel”. Aparece 25 vezes em todo o livro. Forte argumento a favor de um único Isaías.
- Isa. 6:9,10 - ver rodapé. - M.D.C. 92, 93
- Como na vida natural, a contínua resistência produz insensibilidade.
Capítulo 9:1-7
- Um dos mais belos textos do Antigo Testamento
- A terra que contornava o Mar da Galiléia (vem de Galil, anel no hebraico). Habitada por Judeus e gentios que formavam uma raça mestiça.
- Juí. 1:30
- I Re. 9:11
- II Re. 17:23,24
- Por isto os judeus puros os desprezavam
- João 1:46; 7:52
- Esta era a região mais vulnerável e prejudicada pelas invasões dos povos inimigos.
- I Re. 15:20 - Fala sírios
- II Re. 17:24 - Fala assíria.
- Por isso ali habitava o povo que mais sentia necessidade de um Salvador, em Israel; e por isso o ministérios de Jesus foi em grande parte ali e dali foram Seus discípulos.
- Mat. 4:13-17
- Luc. 2:32
- Embora a mensagem seja em primeiro lugar para aquela região, a partir dela o profeta vê o mundo inteiro. Vê as pessoas recebendo luz e salvação, isto cumpriu-se com Cristo.
- Luc. 1:76-79; 2:11
- João 8:12
- Remanescente futuro; povo que fala do cativeiro. Vê-os em grande número (favor de Deus); vê-os alegres (alegria santa, originada em Deus).
- Exemplos de Alegria:
- Ceifa - ocasião de intenso júbilo
- Vitórias na guerra - ocasião de muita alegria.
- O profeta vê-os muito felizes devido aos feitos de Deus. Agora diz “porque” estavam alegres. Há 3 motivos.
- Vara = domínio
- Cetro
- A 1liberdade é motivo da felicidade
- A vitória futura é tão gloriosa como foi a vitória de Gideão com os 300 sobre midianitas - Juiz. 7
- Outro motivo: 2paz.
- Profecia messiânica; direta para Jesus, sem “sensus plenior”.
- “Menino” - membro da raça humana
- “Nasceu”
- “deu” - João 3:16 - Deus deu
- Dar é um dom de Deus - Rom. 6:23.
- “Governo sobre seus ombros” - realeza
- Atributos:
- Maravilhoso - sobrenatural
- Conselheiro - no original não há pontuação
. Alguns crêem que é m.conselh. (sem vírgula)
. Isto combina com os outros atributos de duas palavras.
- Pai da eternidade - A eternidade existe por causa dEle; maior que ela; nunca vai passar; rei para sempre.
- Príncipe da Paz - a paz (da guerra e interior) só existirá no governo dEle.
- II Sam. 7:12-16
- Luc. 1:32
- u.p. - Obra de Deus, não de homens
- “Zelo” - amor abrasador de Deus e zelo por esta causa.
- Isaías deve ter visto a primeira e a segunda vinda de Cristo.
- Para nós isto só será real na eternidade. E para os contemporâneos de Isaías?
- Se fossem fiéis, o plano iniciaria já com eles.
Isaías 53
- Pessoas que se converteram devido a este capítulo:
- Etíope (Atos)
- W. Miller
- J. Wolff (“Peregrino em Terra Estranha”)
- P.R., 686 - Satanás estudou esta profecia com diligência e temeu e tremeu.
- A divisão é artificial. Começa no 52:13.
- Resumo do capítulo 53 (13-15)
- Deus é quem está falando (V. 13-15)
- Ministério do Messias - resumo (V. 13-15)
- Lá pasmaram e hoje pasmam diante de tal amor!
- Razões pelo que o povo deveria crer:
I - Pregação dos profetas - “nossa pregação”
II - O poder (“braço”) de Deus claramente visto na vida e obra de Jesus.
- Origem humilde
- A Bíblia não fala como Jesus era fisicamente. Por aqui se diz que não havia nada de espetacular nele; era comum; nada atrativo no físico.
- Apesar de que aqui se refere especialmente com os momentos de sofrimento.
símbolo 86 \f "Wingdings" \s 12
- “Aflito” - punido
- Achavam que sofria por suas próprias transgressões - juízo de Deus sobre Ele.
- As pessoas viam o pecado no servo não em sí mesmas.
- “Moído” - sofrimento interno e externo.
- Jesus sofria tanto mental e espiritualmente que mal sentia a dor física.
- Às vezes erramos e já ficamos perturbados, infelizes; imaginem que Jesus sentia a responsabilidade, a culpa, o peso de todos os pecados de todos os homens que já viveram, vivem e ainda viverão!!
- “castigo... sobre Ele...” x paz
- “pisaduras...” x sarados
- a salvação é uma troca onde uma parte perde tudo (Jesus) e a outra ganha tudo (Humanidade). Ninguém faria uma troca desta!
- Porém, envolve escolha e aceitação por parte do homem.
- Rom. 8:11 - “Não há condenação” - já foi posta sobre Jesus.
- Pilatos ficou impressionado com a postura de Jesus.
- José de Arimatéia, Nicodemos e João, o discípulo amado, por intervenção divina, cuidaram do sepultamento.
- “Nunca fez injustiça”- era o Justo.
- Deus consentia em colocar sobre Ele os pecados de todos.
- Sua posteridade: seus filhos espirituais.
- Heb. 2:12,13.
- Ter numerosa posteridade era muita honra e vê-los era honra maior ainda.
- Jesus cumpriu toda a vontade de Deus, os planos concebidos na eternidade foram totalmente executados. Jesus é o servo fiel.
- A.A., 601 - Nos momentos mais difíceis contemplava esta cena e ela o animava a prosseguir.
- “O Justo” - Ele é o único. Título perfeito para Ele.
- “Conhecimento” - algo experiencial.
- Pode justificar a muitos (não todos), porque levou os pecados deles.
- Rom. 5:1
- Figura de vitória na guerra. Jesus, o vitorioso tem direito aos despojos, que são as pessoas.
- Razão da vitória na guerra. Jesus, o vitorioso tem direito aos despojos, que são as pessoas.
- “Muitos” - terceira vez
- “Intercedeu” - sacrifício, morte e intercessão.
- Muitos (ordem cronológica):
1 - Levou sobre Sí o pecado de muitos (V. 12, u.p)
2 - Justificará a muitos (V. 11)
3 - “...Lhe darei muitos...” (V. 12, p.p.)
Existem 4 cânticos do Servo. Este (53) é o mais longo deles
1 - Cap. 42
2 - Cap. 49
3 - Cap. 50
4 - Cap. 53 - Mais belo e mais conhecido.
Atributos de Deus
O livro de Isaías apresenta-nos abundante material a respeito de Deus; Seus atributos, Seu caráter, Suas obras e Sua incomparável grandeza. Talvez neste aspecto seja o livro mais rico de toda a Bíblia. Isto é especialmente verdade com relação aos capítulos 40 a 55.
Divisão em três: 1-39 - Proto - Isa (profeta mesmo)
40-55 - Deutero - Isa (discípulo de Jeremias em Babilônia c. 540).
56-66 - Trita - Isa (Escola Isaiana c. 450).
Maiores informações: Livro “Merece Confiança o Antigo Testamento”, de Archer.
O profeta pensa que a seção de 40 a 55 é a mais rica sobre os atributos de Deus em toda a Bíblia.
1 - Deus é auto-existente
44:6 (u.p.); 43:10 (u.p.)
Ele não deve Sua existência a ninguém.
“Tudo foi criado por Alguém que não foi criado por ninguém” (desconhecido).
2 - Deus é auto-suficiente.
44:24
Deus se basta a Sí mesmo. Ele não precisa de nada, nem de ninguém. Porém, no plano que Ele fez, Ele decidiu usar-nos. Tudo que Ele pede de mim, faz parte de um processo para que eu chegue a ser como Ele. Mas não que Ele precise.
Atos 17:26
3 - Deus é eterno
40:28; 57:15
Não tem princípio nem fim.
Especulação não é de todo ruim.
Alguns dizem que Deus vive num “agora permanente”.
Será que Deus pode viver em todos os tempos (passado, presente, futuro) ao mesmo tempo?
Prever é diferente de predestinar.
Para Deus não se pode fazer surpresa.
A predestinação bíblica existe em termos de salvação.
O que Deus previu e mandou escrever (profecia) é para que:
- Creiamos em Seu poder de ler o futuro;
- Creiamos que a Bíblia não é um papel que aceita tudo.
4 - Deus é imutável
46:3,4; 48:12
Heb. 13:8; Mal. 3:6; Tia. 1:17
Deus não pode ser melhor ou pior no futuro, nem no passado.
Nós mudamos, felizmente, em alguns casos.
Isto nos dá certeza de Seu amor e jeito de nos tratar.
5 - Deus é Onisciente
42:9; 45:11; 46:9,10; 48:3
Para os fiéis é fonte de conforto e segurança. Deus conhece a sinceridade do coração, embora os irmãos e outros não entendam, nem vejam.
Para os descrentes, é um pensamento aterrador. Enquanto ninguém vê seus erros, Deus vê.
6 - Deus é sábio
40:13,14
Deus usa todo Seu conhecimento da melhor maneira possível.
Não é um espertalhão (malandro); é sábio.
É capaz de transformar as tramóias do diabo em bênçãos.
Ex.: José (no Egito); Jesus (e os endemoninhados gadarenos).
Como? Se os porcos não tivessem morrido, a notícia não teria se espelhado e o milagre da cura não teria atraído a curiosidade do povo para Jesus, Poderoso.
O bom ladrão, o diabo achou que tinha ganho, mas sua história na época e em todos os tempos já trouxe quantos para Deus...
Deus é infinitamente mais sábios que o inimigo e todos os anjos (Amém!!!!)
7 - Deus é Onipotente
40:26-31; 45:24
Na Bíblia só Deus recebe este título.
Poder - capacidade. Deus não é limitado em capacidade. Tudo que quiser Ele pode fazer. Porém, embora tenha capacidade total, Ele não se permite fazer algumas coisas porque não combina com Seu caráter. Não somos nós ou o diabo que proibimos Deus; não lhe impomos nada; Ele é que se impõe e se proíbe.
Nada é difícil para Deus. Ele tem muito poder. Para nós, muitas coisas são difíceis.
Deus não Se cansa; usa, usa Seu poder e nunca perde nada. Não se gasta e nem precisa recarregar. Nós cansamos.
Ele quer nos dar poder em nossas dificuldades.
8 - Deus é bondoso
49:15,16; 41:8-14
A bondade de Deus é infinita, eterna. Ele não pode ser mais bondoso do que já foi.
Podemos nos colocar onde recebamos mais de Sua bondade
9 - Deus é justo
45:24, 21; 51:8
Justiça é aquilo que Deus é. Ele não precisa fazer nada. Ele não tem que se harmonizar com nenhuma lei para ser justo.
10 - Deus é Santo
40:25;
11 - Deus é Criador
45:9,12,18; 40:26
12 - Deus é Salvador
45:17,21,22
13 - Deus é Incomparável
40:15,17,18,25:
- Gota
- Grão
- Pó fino
- Nada
- Menos que nada
Quando temos uma visão de Deus, nossa vida é transformada.
05 - Miquéias (c. 740 a 700 a.C.)
Contemporâneo de Isaías
Reinado um pouco mais curto
Sinônimo de Miguel (Novo Testamento) - Quem é como Jeová?
Reis contemporâneos: Jotão, Acaz e Ezequias (Judá)
Capítulo 1
- Morastita - de Morezete Gate. Cidadezinha próximo de Gate (dos filisteus) a 32 Km. a sudoeste de Jerusalém, próximo à grande estrada costeira.
- O livro se divide em três partes:
III. Cap. 6,7
- Cada uma delas começa com “ouvi”.
- Cada uma contêm três pontos:
- Samaria - foi destruída no meio de seu ministério. Jerusalém e Samaria (capitais) centro de vícios de onde irradiava o mal para as demais cidades.
Capítulo 2
Alguns estudiosos dizem que de toda a Bíblia, o capítulo 2 de Miquéias é o mais duro contra aqueles que exploram os pobres.
- Não mais terão sua herança; os invasores é que ficarão com a terra e a dividirão - Josué 13:6.
- Voz do povo. “O que vocês falam não vale mais do que uma baba!”
- “O mal nunca virá; somos o povo de Deus”
- Leis civis protegiam algumas classes: estrangeiros, necessitados e especialmente viúvas e órfãos.
- A moralidade estava tão rebaixada que não respeitavam nem as viúvas.
- “Glória” pelo contexto - sustento
- Israel e Judá unidos após o cativeiro babilônico
- Muita gente que faz barulho
- “Aquele que abre o caminho”
- “o seu Rei...”
- O Senhor à sua...”- Messias.
- 1o. Egito
- 2o. Babilônia
- Aqui se refere ao segundo, na idéia do verso.
Capítulo 3
Repreensão aos líderes da nação.
- Figuras de linguagem bem fortes
- Bem o contrário do que fará o messias em 2:12
- Prov. 21:13
- “Paz” e “Guerra” (contraste)
- Estado espiritual destes profetas:
- Noite
- Trevas
- Pôr-do-Sol
- Enegrecerá
- Mesmo grupo: falsos profetas
- Profetas
- Videntes
- Adivinhadores - práticas abomináveis
- Declaração válida para todos os profetas do Senhor.
* Chefes - suborno
* Sacerdotes - interesse (lembra Balaão, não israelita, foi profeta de Deus, depois apostatou)
* Profetas Dinheiro
- “Sião” - Jerusalém
- Liderança corrompida, cobiça desenfreada
Capítulo 4
Os primeiros versos do capítulo 4 são exatamente iguais aos primeiros do capítulo 2 de Isaías (contemporâneo)
Profecia que tem a ver com o plano centrípeto que não deu certo como Deus idealizara.
- “Monte da casa do Senhor” - Moriá, onde foi erigido o TemploTemplo.
- Figura bastante usada na Bíblia.
- Não se sabe quem copiou de quem
- “Primeiro domínio” - teriam o domínio dos tempos de Davi.
- Pelo plano da salvação, a terra voltará ao domínio do homem. G.C., 671, 483.
- Sensus plenior - pode pois é inspirada.
- Eze. 38,39
- Joel 3
- Zac. 12,14
- Apocalipse 20
- Jerusalém, capital do mundo; agrega muitas nações que se converteram; prosperidade, paz. As nações não convertidas se arregimentam achando que é feito delas irem contra esta grande cidade para se apropriar de suas riquezas, porém o Senhor está ali por trás, e quando todos estão em volta, o povo de Deus sai e extermina os inimigos.
- No Milênio, o povo não sai da cidade, mas Deus manda o juízo.
Capítulo 5
- Em nossa Bíblia, está mau dividida.
- Exortação a resistir ao certo. O cerco seria bem sucedido.
- Juiz = rei (maior) - ferido no roso: indica conquista.
- Profecia direta (sem sensus plenior).
- Em Israel: duas Belém (casa de pão) - Efrata (sul); próximo à Galiléia (norte). Local fértil a sudoeste de Jerusalém - c. 10 Km..
- Cada grupo era divido em clãs, em milhares. Vilinhas, grupos familiares.
- Interessante que Miquéias valoriza as coisas desprezíveis. Deteve-se em defender os menosprezados defendia os pobres e acusava os ricos. Ministério em prol da justiça social.
- No hebraico, esta é a mais forte que existe para se referir à duração infinita.
- Contexto claro: Jesus. Preexistência.
- Refere-se a Israel no geral e a Maria em particular.
- Dores de Parto (Israel (sofrimento) - 4:10, porque Deus os entregou aos inimigos.
- “Restante” - indica que no futuro, Judá e Israel seriam um povo só novamente.
- Tempo novamente de paz, segurança sob o reinado do Messias
- Já tinham destruído as 10 tribos
- Indica os inimigos do povo de Deus representados pela Assíria, que logo seria destruída
- “Sete”, “oito” - nada de significado; força de expressão hebraica.
- Quando viesse os inimigos, Deus levantaria líderes.
- Deus obraria em seu favor
- Testemunho
- Punição
Capítulo 6
Começa a última seção do livro de Miquéias. Israel (já tinha sido destruído as 10 tribos) = Judá.
- Não só como Juiz
- Josué 2:1; 3:1
- Gilgal: Josué 4:19,20; 5:9,10 (primeiro acampamento após entrarem).
- Como o povo se apresentaria, ele pergunta.
- Ex.: Rei Acaz
- Jer. 7:31; II Re. 16:3
- Jesus expressou esta idéia
- “efa” - uma medida
- Sua ganância não os levaria a nada.
- O povo é retratado vivendo como esta família ímpia.
Capítulo 7
- O V.1, ilustra a declaração do V.2.
- Os horrores da fome levam até ao canibalismo familiar.
- Não confiar em ninguém
- Fala como se fosse o povo.
- O povo gostaria de ser novamente tratado como ovelhas bem gordas
- Saída de Babilônia
- Outros povos viriam a eles humildemente.
- Mar - figura de linguagem
- Encerra positivamente.
06 - Naum (c. 640 a.C.)
Nome: Consolação
Tema: A destruição de Nínive
Naum está vivendo 150 anos após Jonas.
Deus dá importância à Assíria. Dois livros em relação a ela.
A mensagem era para Judá ficar sabendo e não para os assírios. Seu objetivo foi consolar e dar esperança ao povo judeu com a segurança de que apesar de parecer vulneráveis aos ataques da Assíria, que destruíra as 10 tribos e quase todo Judá, dentro em breve a própria capital da Assíria seria tomada e seu império destruído.
Capítulo 1
- elcosita = habitantes de Elcoz, região de Judá.
- Os assírios tiveram seu apogeu durante o reinado de:
- Senaqueribe (pai) - 705-681
- Esar-Hadom (filho) - 681-669 - anexou o Egito ao território da Assíria
- Assurbarnipal (neto) - 669-626 - levou Manassés em cativeiro para Babilônia. II Cro. 33:11; Isa. 19:4. A Assíria chegou ao apogeu. Governo longo; no finalzinho foi decaindo. Era amante da cultura (Biblioteca de Nínive - 30 mil volumes); rei guerreiro e cruel.
- Destacaram-se por sua crueldade para com os conquistados.
- Dominaram o mundo por séculos.
- Não devemos vingar-nos, mas Deus é vingador.
- Nossa compreensão, nossa visão do todo é limitada e isso torna nosso juízo falho com freqüência. Se sabemos algo de alguém, completamos (por conta própria) com o que não presta.
- Deus por outro lado vê tudo até os motivos mais íntimos.
- Compare com V. 7. Severidade x Bondade
- E.G.White - “Jamais o mal se manifestará de novo” (G.C.). Ela aplica ao mal (diabo e seus anjos), ao pecado.
- Reinterpretação - sensus plenior (tira contexto)
Naum escreveu em c. 640 a.C., durante o reinado de Assurbanipal, época de glória e apogeu. E profetizou sua queda.
2:4 - Nada a ver com os carros modernos. Mau aplicada
3:3 - Combina
2:6 - Cidade muito bem guardada.
- Impossível humanamente a invasão
- Babilônios (Nabopolassar)
- Medos (Ciáxares)
- Citas
- Ajuntaram-se para guerrear contra Nínive. Sitiaram-na por três anos.
Deus mandou uma chuva que inundou a cidade e fez ruir algumas partes do muro.
Entraram e destruíram - Ago/612 a.C.
3:13 - Última parte combina com u.p. V. 2:6
3:8 - Nô-amom - Tebas.
- Mais magnificante capital do Egito Antigo e uma das mais importantes cidades do mundo durante 1400 anos - Jer. 46:25; Eze. 30:14-16.
- Foi capturada por Assurbanipal em 663.
Como sabemos a data de Naum?
* Nô-Amom foi destruída - 663 (conforme história)
* Naum estava no meio
* Nínive o foi em 612 (conforme história)
3:1 - Tudo que conseguiram foi na base da crueldade.
3:2-3 - Combina com a Babilônia do Apocalipse
3:19 - Doença sem cura.
- Todos comemoram sua queda
- O império que dominou ao mundo por 500 anos.
07 - Habacuque (c. 630)
Nome raro - “abraçar”
Havia planta com este nome
Tema: aflição dos piedosos e a prosperidade dos ímpios
Habacuque é muito citado por Paulo
- Tudo estava errado com o povo e o Senhor parecia indiferente.
- Iniqüidade, opressão, destruição, violência, contendas, litígio.
- Como Deus não agia, o pecado se multiplicava.
- O ímpio por cima e o justo por baixo.
- * Sal. 73:3-12
- * Jer. 12:1,2
- Deus diz que não está inativo ou indiferente. Está preparando um povo (caldeus) para disciplinar, através deles, Seu povo.
- Os caldeus estavam chegando ao cenário histórico e se levantavam como grande nação.
- Moisés, 800 anos antes de Habacuque, já havia profetizado.
- Auto-confiante; faziam o que queriam.
- Caldeus (babilônicos) - seriam a vara de Deus
- Venceriam em 612 a Assíria e em 605 invadiriam pela primeira vez Judá. Depois, 597 e a destruiriam em 586.
2:2 - Tábuas de madeira coberta de cera escritas a ferro; ou tábuas de pedra.
- A Visão vai ocorrer mesmo
- “espera-o” - o tempo determinado.
- D.T.N., 23 - aplica a volta de Jesus
- Paulo usava muito
- Heb. 10:37 - contexto: volta de Jesus.
- Reinterpretação (sensus plenior)
X
- “justo” - referente aos fiéis a Deus.
- Justo:
-
símbolo 224 \f "Wingdings" \s 12
Vida de confiança em Deus
-
símbolo 224 \f "Wingdings" \s 12
Relação de Habacuque com Deus (como se dissesse: “Habacuque fica tranqüilo, você pode não estar vendo, mas eu estou atuando, minha mão dirige tudo”).
-
símbolo 224 \f "Wingdings" \s 12
O contexto indica não a experiência de salvação, de conversão, mas a vida diária.
- Rom. 1:17 - contexto - justificação.
- Gál. 3:11 - idem
- Heb. 10:38 - volta de Jesus
- viver pela fé pode ter o sentido de fidelidade
Razões:
- As obras da injustiça vão falhar, mas a glória do Senhor permanecerá (V. 14)/
Aí estão as cinco mau-aventuranças.
- Alguns gostavam de fazer outro passar vergonha, mas estes um dia seriam envergonhado.
- Ídolos mudos que não podem falar muito, menos ensinar. Os adoradores é que falam.
- Com Deus é diferente, Ele fala, todos ficam silentes diante de Sua presença.
- Silêncio, contexto de juízo.
- Salmo 76:8, 9
- Amós 8:3
- Sofonias 1:7
- Zacarias 2:13
- Apocalipse 8:1 (o profeta o julga o verso mais importante).
Capítulo 3
É uma das mais magníficas poesias de toda a Bíblia. É um salmo e foi preparado para ser contado como um cântico triunfal (vibrante).
Apresenta a vinda de Deus para libertar Seu povo. Em primeiro lugar refere-se a libertação do cativeiro da Babilônia mas no sentido maior se refere à segunda vinda de Cristo.
A linguagem utilizada faz lembrar o primeiro êxodo.
Habac. 3:
1o. Êxodo - Egito
2o. Êxodo - Babilônia
2a. Vinda de Cristo.
- Tema e Parã, cidades dos edomitas ao oriente do Egito.
- G.C., 639, usa os versos 3 e 4 ao comentar sobre a segunda vinda de Jesus.
- G.C., 670, 671 - Usa ao afirmar que após o pecado só haverá uma lembrança - as marcas nas mãos de Jesus.
- “Pragas” (Egito).
- Deus vem para livrar Seu povo.
- Linguagem do êxodo (saída e caminhada)
- Carros... nuvens, vento.
- Abalos da natureza pela aproximação de Deus.
- Parece não ser sensus plenior, ele vê o 2o. êxodo e a 2a. vinda de Cristo juntamente (tudo embaralhado), como Mat. 24.
- Como Deus poderia usar um povo pior que Seu povo para discipliná-los? Esta era a perplexidade de Habacuque.
- Mas o Senhor lhe assegura que eles (os caldeus) serão também visitados.
- No começo, o profeta está queixoso, desanimado.
- Agora está exultante e feliz.
- “Corça” - anda com segurança em lugares difíceis. Os justos também nas dificuldades finais.
08 - Sofonias (c. 630)
Nome: “O Senhor esconde”
Família real - descendente de Ezequias
Foi profeta nos dias de Josias, seu parente. Ambos (Ezequias e Josias) foram bons reis.
Sofonias é o profeta que mais usa a expressão “o dia do Senhor”. Este dia é a ocasião em que Deus intervirá ativamente para punir o pecado que terá chegado ao seu clímax. Este castigo poderá vir através de uma invasão (Amós 5:6; Isa. 13; Eze. 13:5) ou através de algum desastre natural (invasão de gafanhotos, seca, etc...).
“O Dia do Senhor”:
- Guerra
- Calamidade natural.
Todas estas intervenções menores chegarão ao seu apogeu na segunda vinda de Cristo. Isto é, para o Antigo Testamento, no Novo Testamento se refere diretamente à segunda vinda.
Isto também, no contexto de juízo. Outras vezes, aparece o “dia do Senhor” como o sábado.
Sofonias cria que esse dia viria sobre Judá e as demais nações da região. isto cumpriu-se com os babilônicos.
Sobre Sofonias, E. White escreveu
“Suas profecias de juízo independente sobre Judá se aplicam com igual força aos juízos que devem cair sobre um mundo impenitente, por ocasião da segunda vinda de Cristo” - P.R., pág. 389.
Segue-se a citação de Sofonias 1:14-16 e outros.
Esboço de Sofonias
III. A corrupção de Jerusalém - cap. 3:1-7
1:5 - Milcom = Moloque
- queima de humanos
- Corpo humano, cabeça de boi, de metal, oco, barriga era uma fornalha.
- Quando estava bem quente, colocavam as vítimas em seus braços estendidos e os sacerdotes pagãos ao lado, próximos, batiam muito forte os tambores para não serem ouvidos os gritos das vítimas.
1:14-18 - Dia do Senhor
- Invasão Babilônica (contemporâneos)
- E.G. White - Segunda vinda. Sensus plenior.
3:8-20 - Deus amava Seu povo. Queria restaurá-los.
09 - Jeremias (627-c. 580)
Nome Jeremias: “Deus estabelece”
- Ias = Deus (como “El”) - Abreviatura de Jeová.
Era tímido, compassivo. Conhecido como profeta “chorão”. Ele dá muitas referências sobre sua pessoa. Mas Isaías também.
- Palavras da Língua Portuguesa derivadas dele:
Jeremiar - choramingar
Jeremíaco - ficar choramingando
Jeremiada - choradinha
- Reis contemporâneos:
Josias (640-609)
Jeoacaz/Salum (3 meses em 609) - filho de Josias
Jeoaquim/Eliaquim (609-598) - filho de Josias
Joaquim/Conias/Jeconias (3 meses em 598/597) - neto de Josias - Filho de Jeoaquim
Zedequias/Matanias (597-586) - filho de Josias, tio de Jeoaquim
- Todos maus reis, exceto Josias
- Poderes que lutaram pelo domínio mundial:
Assíria
Egito
Babilônia
- Em 612, Nínive caiu
- Em 605, em Carquêmis, Faraó Neco II, foi derrotado por Nabucodonosor. Foi aí que subiram ao poder mundial os babilônicos.
- Profetas contemporâneos de Jeremias:
(1) Naum
(2) Habacuque
(3) Sofonias
(4) Hulda
(5) Urias
(6) Daniel
(7) Ezequiel
(8) Joel e Obadias (possivelmente)
- Livro de Jeremias é muito bem datado, porém os relatos não obedecem nenhuma ordem cronológica.
* Jer. 21:1 - Zedequias
* Jer. 22:24 - Joaquim
* Jer. 25:1 - Jeoaquim
* Jer. 27:1 - Zedequias
* Jer. 35:1 - Jeoaquim
Capítulo 1
- Jeremias estava sendo preparado para o sacerdócio
- Os levitas não tiveram herança quando da posse da terra, porém receberam 48 cidades. Destas, 13 eram só de sacerdotes; uma delas era Anatote - 4 Km. a noroeste de Jerusalém.
- Era conhecido por Deus
- Era consagrado e constituído profeta às nações
* Duas Idéias:
- prever
- predestinar. - aqui não se refere à salvação, mas à missão.
* Outros casos:
- Sansão - Juí. 13:5
- João Batista - Luc. 1:15-41
- Paulo - Gál. 1:15, 16
- “Criança” - Naar (hebraico) - transliterado
- Contexto: juventude
- Os comentaristas acreditam que tinha cerca de 20 anos de idade.
- Irás
- Falarás
- Não deveria temer “diante deles”.
- Promessa de ajuda a falar (Nabhi)
- Positivo - edificar e plantar
- Negativo - “arrancares” e “derrubares”.
- Linguagem de agricultura e arquitetura.
- Deus está dizendo neste texto que Ele está acordado para fazer cumprir Sua palavra
- Um trocadilho que Deus faz. Tudo que profetizasse se cumpriria.
- Indica que os babilônios (vento) vem do norte e o fogo faz a panela (povo de Deus) virar mais para o Sul, onde é derramado seu conteúdo (juízo).
- Preparar-se para a missão, prontidão.
- País
- Reis de Judá
- Seus príncipes
- Seus sacerdotes
- Seu povo
Capítulo 13
Antes - 11:18-23
Contexto - V. 6
Volta a Anatote do V. 18 em diante
- árvore - Jeremias e obra
- Ele não era casado, nem tinha filhos
- Comum nos Salmos
- Homens de Anatote
- Não queriam profetas do Senhor em seu meio
- Estavam longe de Deus.
Agora capítulo 13
- No original - roupa íntima bem ligada ao corpo; ceroula, bermudão íntimo.
- O grande rio ficava longe dali (c. 500, 600 km.)
- Havia na região, uma cidadezinha com este nome.
- Não é importante, não altera a lição.
- “cinto” ou roupa íntima - povo bem junto a Sí
- “apodreceu” - apostasia.
Capítulo 18
Deus ensinava o profeta através de ilustrações.
Algumas eram dadas para serem vistas pelo público, ou através deste, como no caso.
O vaso do oleiro
- “derrubar” “plantar
- “destruir”
Duplo Aspecto do Ministério de Jeremias (1:10)
Invasões Babilônicas:
1a. - 605
2a. - 597
3a. - 586
Capítulo 29
- depois de 597 a.C.
- Antes Seus planos eram de mal, agora são de paz, pois o mal (cativeiro) já tinha a vindo.
- Cartas ao pessoal de Babilônia.
Capítulo 16
Ordem dura: não ter família
Diz porque: vv. 3, 4
Jeremias teve a infelicidade de, além de anunciar, presenciar o cativeiro. Começou 627, a primeira invasão de Nabucodonosor 605, a segunda 597, a última 586, e Jeremias ainda estava ativo.
Capítulo 7
O capítulo 7 é o mesmo que o 26 (mesma versão), só que é mais completo.
- “Covil” - esconderijo, refúgio entre um crime e outro.
- Ficava 15 Km. ao norte de Betel. O tabernáculo permaneceu ali no tempo dos juízes. E foi destruído pelos filisteus nos dias de Eli. II Sam. 4; Sal. 78:60, 61.
- Jeremias compara com um fato histórico judeu mesmo.
- Ofereciam ofertas em estar com o coração naquilo.
- Porque Deus trabalha com alguém que Ele sabe que vai se perder?
- Para que diante do juízo, a pessoa não passa a alegar que Deus é injusto.
- Então Deus trabalha com uma pessoa como se ela fosse se salvar.
- G.C. - Todos que vivem para sempre e todos que morrem para sempre terão uma certeza: Deus é justo. Fez Sua parte para salvar.
- Esta é uma garantia de que o mau não se levantaria novamente.
- Jó 1:20; Miq. 1:16
- Também acontecia quando um nazireu se contaminava ou quando terminava seu povo.
- Usado no ritual de Moloque.
- Filho de Hinom ( Antigo dono )- Ben-Hinom
- Ezequias
- Manassés ( 55 anos de reinado ímpio )
- Amon
- Josias - queimou ossos humanos, tornando imundo aquele lugar.
Quando chegassem os babilônicos.
Capítulo 36
- Fazia um ano da invasão de Nabucodonozor a Judá.
Só agora passou a escrever. Antes era de modo oral.
V.3 - OBJETIVO DO LIVRO : conversão
- “Talvez” - mais uma maneira de Deus se aproximar e dar ao povo nova chance.
- Baruque - escritor
- Depois de lido, cortou e queimou
- À medida que lia, ia cortando e queimando
- Desprezou a palavra de Deus.
- Porém agora se uniram ao rei no desprezo.
- Deus os escondeu
Capítulo 38
Zedequias - foi um rei fraquinho
- quem mandava eram o príncipes
- foi o último rei de Judá
Jeremias - preso na cisterna
- liberto por um etíope eunuco, Ebede-Meleque (intercede junto ao rei), para quem há uma profecia de recompensa (39:17, 18).
Capítulo 45
Sobre o secretário Baruque
Ele sofria com a situação
V.5 u.p. - Promessa de recompensa a Baruque , semelhante a de Ebede-Meleque.
10 - Lamentações
Ano: 586
Estilo: Poético 100% e também profético.
Poesia melancólica com 5 lamentos, comum na época, frente a alguma calamidade.
Viu a destruição. Os babilônicos tinham dizimado tudo. Cadáveres insepultos; fumaça, destruição.
Os primeiros capítulos são acrósticos (1 e 2)
Capítulo 1 - 1 lebra (alfabeto hebraico) para 3 versos da Bíblia
Capítulo 2 - Idem
Capítulo 3 - Cada três versos, uma letra do alfabeto.
Tema: Sofrimento nacional causado pelo fim da vida comunitária de Judá.
O livro mostra que a tragédia poderia ter sido evitada, mas mostra também o fiel cumprimento das ameaças de Deus anunciadas pelo profeta.
Capítulos:
- 1:1, 8, 19
- 2:13, 14, 15, 17
- 3:1, 21-25, (reincidência palavra “esperar”), 31, 40.
- 4:1, 4, 6, 9, 10, 13
- 5:19, 21, 23 - Pede o favor de Deus novamente.
11 - Joel (c. 620?)
Nome: “O Senhor é Deus”
Contemporâneo de Jeremias: Pouquíssimas informações pessoais de Joel.
O que chama atenção: Uma grande praga de gafanhotos ocorrida recentemente.
Capítulo 1
- Teorias a respeito de gafanhotos:
símbolo 140 \f "Wingdings" \s 12
Quatro tipos de gafanhotos
símbolo 141 \f "Wingdings" \s 12
Quatro estágios de crescimento de um tipo
símbolo 142 \f "Wingdings" \s 12
O profeta emprega a palavra comum para gafanhoto e a seguir três equivalentes poéticos (todos sinônimos).
- Revista: Globo Ciência, Abril/94.
- A idéia de vários enxames que vêm vindo e destruindo o que os outros deixaram.
- Praga de gafanhotos fazia parte dos juízos de Deus anunciados por Moisés:
- Deut. 28:38, 39, 42
- É o livro mais difícil de datar, pois não menciona nenhum rei.
- O livro gira em torno de uma assombrosa praga de gafanhotos.
- Quando a nuvem é grande, chega a escurecer o céu. Onde pousam, não sobra nada.
- Joel fala de uma praga recente.
- Eles representam os exércitos de Babilônia.
- Joel usa o gafanhoto como figura de um exército muito pior - os babilônicos.
- Mistura as duas idéias: gafanhotos/babilônicos
- Lamento profundo pela expectativa da fome.
símbolo 129 \f "Wingdings" \s 12
Demonstração de humildade - arrependimento
Não tinha nem o que oferecer a Deus (V. 9)
símbolo 130 \f "Wingdings" \s 12
Separar (santificar) um dia solene de jejum
símbolo 131 \f "Wingdings" \s 12
Reunir todos junto ao TemploTemplo
símbolo 132 \f "Wingdings" \s 12
Clamar a Deus por livramento.
- A praga de gafanhotos era uma figura da destruição que seria causada pelos exércitos inimigos que em breve viriam sobre o povo de Deus.
- Usa esta figura para apontar algo futuro.
Capítulo 2
- Duas situações:
1 - Anúncio de guerra.
Era tocada de um jeito especial já combinado.
2 - Convocação, em geral, para o TemploTemplo
Tocava-se de um outro jeito especial.
- Aqui tem a ver com a primeira situação:
- Oséias 5:8; Jer. 6:1; I Cor. 14:8.
- Trevas e escuridão = miséria, calamidades:
- Isa. 8:22; 60:2; Amós 5:18; Sof. 1:15
- “Alva” - é súbita e geral; assim será a nação que virá.
- Gafanhotos e babilônicos.
- As mordidinhas dos gafanhotos fazem barulho de queimada, como quando a chama se consome.
- Os alemães de cavalo de feno (devido à cabeça)
- Esta é a idéia da Bíblia.
- Êxo. 10:12-19; 3-6
- Oitava praga sobre o Egito.
- “Voltai” - mesma palavra para conservam.
- Idéia de convocação. Povo: anciãos, filhinhos, bebês, noivos.
- E.G.W., usa para o preparo do povo de Deus para o segundo advento
- G.C., 309; P.R., 627.
- As duas últimas são condicionais à primeira.
- Atitude do povo
- Resposta do Senhor.
- “dois mares” - Ocidental (Mediterrâneo) e Oriental (Mar Morto)
- Referência literal à praga de gafanhotos
- Os mares federiam com os gafanhotos apodrecendo dentro deles.
- Haviam tido seca, agora com sua conversão, Deus lhes abençoaria com a chuva (temporã e serôdia).
- “Lagar” - Idéia de fartura
- Eram instrumentos de Deus.
- depois - do arrependimento (coletivo e individual)
- E. White aplica assim “toda carne”: só homens; só o povo de Deus arrependido.
- “Profetizarão”
- “Sonharão”
- “Terão visões” - Núm. 12:6 (dom em destaque: Profecia)
- Idéia de que muitos teriam este dom. Mensagem especial para um tempo especial.
- Não é algo que tenha que ser necessariamente para sempre, pode ser ocasional como com Jaaziel (II Cro. 20).
- Pregar a palavra. Isto é que alimenta.
- O texto fala que o Espírito será dado sem distinção de Idade, Seco ou Posição Social.
- Já aconteceram
- Crê-se que ocorrerá novamente pertinho da volta de Jesus.
- P.P., 108 - cita Atos 2:19, em relação à volta de Cristo e no contexto de fogo brotando da terra ainda em conseqüência do dilúvio.
- Salvação, pessoas se convertendo
- Com o dom há a proclamação e com esta a conversão
- Esta última seção foi parcialmente cumprida no Pentecostes.
Capítulo 3
Ter em mente o plano centrípeto
Este capítulo é reinterpretado (Novo Testamento) em referência à 2a e 3a vinda de Jesus Cristo.
Estas profecias nunca se cumpriram para Israel como nação. Deverão se cumprir em suas linhas gerais, não nas minúcias, com a Igreja Cristã.
- Ezeq. 38, 39
- Miq. 4:11-13
- Apoc. 20:7-9
- Difícil de identificar. Uma idéia:
- Ficava próximo de Jerusalém e talvez fosse o vale de Cedrom, entre Jerusalém e o Monte das Oliveiras.
- O profeta pode estar pensando em II Cro. 20
- O objetivo desta reunião: Juízo. No caso executivo. Deus executará juízo sobre as nações que oprimiram Seu povo.
- Fenícia - Tiro e Sidom
- Filístia
- As duas à beira do Mar mediterrâneo.
- (Isa. 2:4 e Miq. 4:3 - contrário).
- “Ó Senhor, faça descer os teus valentes...”
- Seara - Cereal - Santos
- Vindima - Uva - Ímpios
Joel 3:13:
- Seara - Cereal
- Vindima - Uva
- Os dois dá a idéia de ímpios.
- Vale de Josafá - Vale da decisão
- “Dia do Senhor” - Juízo.
- Leão - mesma figura de outros profetas
- Nunca mais seria invadida e pilhada.
- “Uma fonte”... - um rio da vida na Nova Terra
- Vale de Sitim - região muito seca, perto de Moabe
- Edom
- Os comentaristas crêem que foram os piores inimigos do povo de Deus
- Deus os puniria por sua violência para com o povo de Deus.
- O povo de Deus nunca cairá
- Libertar
- Purificar
- A culpa de Judá, aqui representada pelo sangue, seria quitada
- Isa. 1:15; 4:4.
Zacarias 12:13, 14:
Diferença do que vai ocorrer após o milênio. Ali Deus intervirá diretamente e no Antigo Testamento, Deus usaria Seu povo para fazer juízo.
12 - Ezequiel (592-c.570 a.C.)
Nome: “Deus fortalece”
Capítulo 1
- O cativeiro de Joaquim começou em 597. O quinto ano dá em 592.
(1) Idade do profeta
(2) O 30o. ano da descoberta da lei que impulsionou a reforma sob o rei Josias. II Reis 22:3-8.
Profetas Maiores:
Jeremias (em Judá
Daniel (em Babilônia)
Ezequiel (entre os cativos - Babilônia)
- Daniel e Ezequiel são contemporâneos.
Teofania - aparição espetacular de Deus. Ex.:
- Moisés na sarça/na rocha
- No Sinai
- Aqui em Ezequiel
- Isaías
- Paulo (Damasco)
- João (Apocalipse)
- Deus vem numa carruagem para chamar Ezequiel.
- Visão difícil de ser ilustrada
- âmbar - resina fóssil amarela, semi transparente (algo amarelo brilhante)
- electron - liga de ouro e prata
- Em Ezequiel, os anjos tem 4 asas
- Em Apocalipse, tem 6 asas
- Em Isaías, os serafins tem 6 asas
- Esta é a primeira vez que Deus estava com o profeta
Capítulo 2
- Hebraismo, que enfatiza a insignificância ou mera humanidade, no caso de Ezequiel
- Aparece mais de 90 vezes neste livro
- Equivale à expressão “homem”
-
símbolo 42 \f "Symbol" \s 12
O chamado de Ezequiel.
- Seu ministério seria entre os cativos
Capítulo 3
- Divisão Artificial
- Aceito e assimilado pelo povo
- Receber (doce) - após receber deveria passar ao povo (duro, amargo)
- O povo não escutaria, nem aceitaria
- Deus o faria duro, como o povo a quem o enviava
- Não temeria
- Receber a mensagem de Deus era doce.
- Pregar ao povo era amargo.
- “excitação/indignação”
- “atônito”
O profeta está amargurado pela revelação do fracasso de sua missão (3:7), devido à rebeldia do povo.
O chamado que fora tão doce (3:3) tornou-se amargo.
- “Atalaia” - vigia em cima do muro
- Trabalho básico do profeta: ouvir de Deus; falar ao povo.
- Ezequiel não precisava ficar “atônito” pelo fracasso que teria, contanto que fizesse o ministério a que Deus lhe chamara
- Fazer a sua parte
- Deus põe tropeço na estrada das pessoas?
Palavra hebraica: Miksôl (ocasião para tropeçar) = Skandalon
- Literal e figuradamente
- Traz a idéia de que Deus deixa oportunidades para o pecado no caminho dos homens; se quiserem pecar, poderão fazê-lo e neste caso merecerão a condenação.
- Ação direta/permissão
- Nós diferenciamos em nossa língua; os hebreus não. O que Deus permite é como/igual quando age diretamente.
R.S.V. - “Cordas serão postas sobre ti, e serás ligado com elas...”
- Possivelmente aqui seja sentido figurado, mostrando que a reação do povo seria tal que como cordas dificultaria a missão do profeta.
- Ele só falava quando Deus dava uma revelação.
Capítulo 8
Percebe-se que Deus está se afastando de Seu povo.
- 9:3
- 10:4, 48
- 11:23 - Deus indo em direção ao Oriente, onde fica a Babilônia.
- Deus está saindo do território de Judá (onde ficaram os figos podres) e indo para Seus filhos no cativeiro.
- 43:2-5 - Mas no fim do livro, profecia do retorno de Deus para Seu povo
- Estudo dirigido - Caps. 8-10.
Capítulo 24
- mês 10
- ano 09
- Estudo dirigido - cap. 37
13 - Obadias (c. 586)
Menor livro do Antigo Testamento
Nome: Servo do Senhor
Tema: Destruição que virá sobre Edom, por sua cruel atitude contra Judá em tempo de crise e o triunfo final do povo de Deus.
Não menciona rei, nem acontecimentos marcantes, difícil de datar
Profecia de castigo sobre Edom
Obadias não é citado no Novo Testamento.
- Nações que vem contra Edom
- Gên. 25:30 - identifica Edom (Esaú) com vermelho
- Gên. 36:1-6 - Jacó ficou e Esaú (Edom) foi para o monte Seir, que se tornou terra de Edom.
- Rocha é a tradução de Sela, capital dos edomeus (edomitas). quando os nebateus (povo de Nebaiote) a capturaram, deram o nome de Petra. Ficava uns 90 Km. ao sul do Mar Morto; media 1600 x 800 m. Esta conquista foi no ano 300 a.C. Os antigos habitantes do lugar (Monte Seir), os horeus, eram cavernículas e foram desapossados pelos edomitas.
- Gên. 36:1-9; 14:6 ; Deut. 2:12,22
- Assim os edomitas moravam em cavernas e moradias talhadas nas rochas.
- Sul do Mar morto
- Primeiro habitado por horeus
- Depois pelos edomitas (Esaú foi para lá com a família)
- Por fim Nebateus - 300 anos após Obadias
- Os Edomitas se julgavam invulneráveis por causa da fortaleza do Monte Seir.
- Lembra: - Satanás,
- Ida à Lua
- U.S.A.
- Mas nada disso tem no contexto.
Abraão
Isaque
Ismael
Jacó - Esaú
Nebaiote
- Eles violaram seu pacto e expulsaram os idumeus para fora de sua terra. (Como Obadias profetizou, ocorreu)
- Violência contra o povo de Deus a favor dos caldeus
- “Não devias...”; “nem...” ajudar os inimigos caldeus - expressões que se repetem.
- Macabeus, c. 170, sob o domínio romano, perderam sua nacionalidade e foram exterminados como nação.
- Edomitas foram aniquilados, dizimados como nação.
- “Como se nunca tivessem sido...”
- E. White a usa quando descreve a completa destruição dos ímpios (sensus plenior)
- Monte Sião - Monte Seir
- Povo de Deus - Povo Edomita
- “Neguebe” - Sul
- Os juízes (salvadores) davam libertação ao povo.
14 - Ageu (520 a.C.)
Muito bem datado
Conteúdo aceito por praticamente todos
Nome: festivo
- Porque? Idéias
(1) - Nasce em dia de festa hebréia
(2) - Os pais, lá no cativeiro babilônico, sendo fiéis, olhavam para o futuro e vislumbravam aquele dia festivo em que voltaria para sua terra.
Em 539, Ciro, comandando um poderoso exército, venceu Babilônia e então Dario começou a reinar sendo já bastante idoso.
Em 537, Dario morreu e então Ciro tornou-se rei em seu lugar. Logo fez um decreto dando liberdade aos judeus de voltarem para sua terra e reconstruírem Jerusalém - Esdras 1
Em 536, o primeiro grupo chegou do exílio (Esd. 2:1, 2) e reconstruiu o altar (Esd. 3:1 e 2). Aqui terminou os 70 anos do cativeiro babilônico.
Em 535, começaram a reconstruir o Templotemplo (Esd. 3:8-13) e alguns choraram de alegria e outros de tristeza.
Nos anos seguintes, a oposição dos inimigos aumentou e os ânimos dos edificadores diminuiu (Esd. 4). O trabalho arrastou-se lentamente até que “por mais de um ano o TemploTemplo foi negligenciado e quase abandonado” (P.R., 573). Foi aí que Deus suscitou Ageu e Zacarias para estimular o povo a reconstrução do Templotemplo (Ed. 5:1, 2)
Em 516, o Templo foi concluído (Ed. 6:14, 15)
Ageu era idoso. Zacarias, jovem, começou cerca de 2 meses após Ageu.
Fora Jonas, Ageu foi o profeta de mais sucesso no Antigo testamento, apesar de um ministério curto.
Para entender Ageu e Zacarias, precisa entender Esdras, que narra a parte histórica.
Capítulo 1 (primeira mensagem - mês 6)
1 - Zorobabel, líder civil, de família real.
Caso Judá fosse nação, ele é que seria o rei; porém, agora era só uma província.
2 - Josué, líder religioso, descendente de Arão. Josué era sumo sacerdote
Uma das poucas vezes que havia uma ótima liderança civil e religiosa. Tudo tinha para dar certo.
Ageu é um livro muito bom para hoje incentivar a igreja à liberalidade para com a igreja no sentido de construção, ofertas, etc...
Capítulo 2
Segunda mensagem (mês sete)
- No ano 19 a.C., Herodes, o grande, começou a reformar este mesmo Templotemplo que só ficou pronto no ano 64 d.C.
- Foi no pátio deste Templotemplo de Herodes que Jesus pregou e ensinou. aqui se cumpriu,
- De Moisés a Salomão: Tabernáculo
Tabernáculo- Salomão : Templo de Salomão
Salomão
Templo de Salomão - (destruído em 586 a.C.)
Zorobabel
Templo de Zorobabel - (remodelado por Herodes a partir de 19 a.C.
Herodes
(o Grande. Pai de uma família que não prestava. De sangue idumeu (Esaú) - edomitas)
Templo de Herodes - (destruído em 70 d.C.)
- Atualizada - “Coisas preciosas”: Não Messiânica
- Plano centrípeto: Israel encabeçaria e atrairia as nações
- Não visível, não o esplendor da construção.
- “Coisas preciosas de todas as nações...”
- Quando Herodes trouxe de volta a glória do Templotemplo que foi remodelado com material recoltado de muitas ou todas as nações.
- Exclusiva a Zorobabel, líder civil
- Muitos estudiosos vêem nesta profecia uma profecia messiânica, onde Zorobabel é tipo do messias.
- Em Jer. 22:24 - fora dada uma mensagem oposta a esta ao avô de Zorobabel Joaquim (Jeconias), em 597 a.C. Agora 77 anos depois àquela sentença de rejeição é a anulada e Deus diz a Zorobabel que o escolheu e o considera Seu servo.
- Possivelmente seja uma profecia messiânica, em que Zorobabel representa Cristo, que é seu descendente - Mat. 1:12.
- Pelo que indica - ministério curto.
Lições do Livro de Ageu
1 - Os profetas são usados por Deus, não somente para repreender o pecado, mas para encorajar o povo e dar-lhes esperança
2 - A vontade e a obra de Deus devem ter prioridade em nossa vida. (Ageu foi usado para lembrar o povo disto: primeiro o Templotemplo)
3 - O pessimismo é contagioso; o otimismo também. (Os velhos durante a construção, comparando com o Templotemplo de Salomão).
4 - Os muitos trabalhos, atividades e correrias da vida sem a bênção de Deus não são realmente proveitosos.
5 - Quando nos dispomos a fazer a vontade de Deus, há um novo começo em nossa vida. O futuro já começou.
6 - Quando Deus nos pede algo e há dificuldades, aparentemente intransponíveis no caminho, devemos agir com fé e no momento necessário as dificuldades serão superadas.
7 - Jesus Cristo é o Desejado de todas as nações.
Em todas as tribos, línguas, povos e nações da terra, há pessoas que O desejarão e se salvarão. Mas a pergunta importante é:
- É Ele o Meu Desejado?
15 - Zacarias (C. 520 - c. 518)
Começou seu ministério dois meses depois de Ageu, no 8º mês do 2º ano de Dario.
* Esd. 5:1,2
Nome: “Deus se lembra”
Cap. 2:4 - Chamado de jovem
1:1 - Apresentado como filho de Ido, (criou-o) seu avô; talvez porque seu pai morrera.
Sua morte: Mat. 23:34, 35 - (fala de Jesus)
Morto pelos judeus, segundo Mateus, entre o santuário e o altar.
Essa informação não combina com a época de Zacarias, pois o povo estava em construção e de bem com Deus.
Lucas menciona este episódio de Jesus, sem mencionar o pai de Zacarias.
Tudo indica que foi um outro Zacarias.
Na Bíblia hebraica, a ordem dos livros é diferente. O último é Crônicas (ordem cronológica).
O primeiro justo assassinado de Gênesis - Abel
O último justo assassinado de Crônicas - Zacarias, filho de Joiada - II Crô. 24:20-22.
Alguns estudiosos crêem que copistas posteriores trocaram o nome do pai (Joiada por Baraquias). É ilógico pensar que é Zacarias de 520 a.C.
“Mat. 23:34, 35” - diz que foi morto pelos judeus; mas em alguma época, neste texto de Mateus, devem ter trocado o nome de Joiada por Baraquias ou simplesmente acrescentado o nome de Baraquias. Em II Crô. 24:20-22, fala-se da morte do profeta Zacarias, filho de Joiada, por ordem do rei. Assim Jesus, o evangelho de Mateus, se referia à Abel, o primeiro morto e a Zacarias, filho de Joiada, o último. Na Bíblia hebraica, que termina com o livro de Crônicas.
Lucas 11:51, ao referir-se a Zacarias que foi morto não menciona o nome de seu pai. Mateus combina com Crônicas no aspecto de que em ambos aparece a idéia de que Deus cobrará a morte deste Zacarias. Assim o Zacarias morto pelos judeus não foi o autor deste livro, mas o filho de Joiada, que viveu muito tempo antes.
Um assassinato assim, na época da reconstrução do Templotemplo, não faz sentido. Zacarias é o livro mais longo dos profetas menores e o que mais possui profecias messiânicas.
Capítulo 1
- Oito visões na mesma noite!
- “Murteira” - árvore que pode chegar a 10 m. De altura. Usadas folhas e suas flores brancas para fazer perfume.
- Os reis persas usavam cavaleiros em velozes cavalos para serem informados do que ocorria em todo o império. Deus se apresenta de modo semelhante
- “baios”- cinza amarelado fosco ou amarelo acizentado.
- No Antigo Testamento é o próprio Deus: Êxo. 3:2-6; Juíz. 6”11, 12, 15, 16.
“Desde o pecado de nossos primeiros pais, não tem havido comunicação direta entre Deus e o homem... Toda comunhão entre o Céu e a raça decaída, tem sido por meio de Cristo” - P.P. 380.
- Daí entendemos que as manifestações de Deus se referem a Jesus, segunda Pessoa.
- Idéia do verso: os anjos prestam contas ao Anjo do Senhor:
- “repousada e tranqüilo” - paz, porém egoísta que contrastava com a atividade de Deus em favor de Seu povo.
- “Zelo” (de Deus por Seu povo.) - ciúme (sentimento de perda; algo que era meu e estou perdendo; está deixando de ser só minha/meu) - cuidado.
- Deus antes Se indignara com Seu povo e o entregara à nações inimigas; porém estas abusaram (foram mais rudes e cruéis do que precisavam) e Deus os visitaria.
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Nações dos 4 cantos de Israel (N, S, L, O) que no passado acabaram prejudicando o povo de Deus.
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Egito (cativeiro); Assíria (dest. 10 tribos), Babilônia (destruição de Judá), Pérsia (viviam aqui oprimidos
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Quatro impérios de Daniel: Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma.
Aplicação:
Quatros chifres X
Quatro ferreiros
Inimigos
Instrumentos
Para cada inimigo, cada dificuldade, Deus tem uma solução
Capítulo 2
- “Sem muros” - por causa da grande multidão habitantes e animais
Deus seria Sua proteção e segurança, Seu muro.
- “Como” - figura. Literalmente teria muro.
- Em Ezequiel, a glória de Deus sai e agora volta.
Capítulo 3
Quarta Visão
Ellen G. White diz que “esta visão se aplica com especial força à experiência do povo de Deus nas cenas finais do grande dia da expiação” - P.P., 587.
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Zorobabel
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Josué (equivalente hebraico do grego Jesus)
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Zacarias
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Ageu
- A figura principal desta quarta visão é Josué, o sumo sacerdote.
- Como sacerdote, está representando o povo, confessando e buscando o perdão diante de Jesus.
- Três personagens: Josué - povo
Jesus - (anjo)
Satanás
- “Lição... fogo”.
- Fogo do cativeiro Babilônico. Lembra o cativeiro do Egito (a fornalha da aflição - Deut. 4:20; Jer. 11:4/
- Deus os tira de lá para não serem consumidos.
- Ao tirar o tição, dá a idéia de um plano posterior (idéia embutida)
- Isa. 61:10 (trajes de salvação)
- “Julgarás” - uma das funções do sumo sacerdote: Deut. 17:1-13.
- “Estes que aqui se encontram” - (Anjos) - V. 5.
- Como sacerdote, serviriam então de sinal. Tipo de Cristo até que viesse.
- “Renovo” - profecia messiânica.
- Os olhos - a presença vigilante de Deus.
- Pode ser também uma referência à pedra fundamental do Templo.
“Tirarei a iniqüidade desta terra num só dia”., como tirou as vestes sujas de Josué (V. 4).
- Pode ser no dia da expiação ou na cruz - Jer. 10:12-14.
Capítulo 4
Figura principal: Zorobabel
Quinta visão
Idéia: O trabalho que eles faziam (especialmente a reconstrução do Templo), sob a liderança de Zorobabel, estava fundamentada em Deus.
- (Hayil - força) - bravura, força de muitos
- Muitos lugares da Bíblia é traduzida por exército
- (Koah - poder) - força de um só
- Zorobabel iniciou a construção e a concluirá (colocará a “pedra de remate”) - V. 9
- Tudo foi feito pela graça de Deus.
- “Olhos - onisciência, vigilância de Deus sobre a construção do Templo. - 1:10.
Várias interpretações:
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Casti
al = povo judeu
Duas oliveiras (ou dois ungidos) - Josué e Zorobabel
símbolo 130 \f "Wingdings" \s 12
Casti
al = Zorobabel; o povo, por extensão
Oliveiras (Ou Ungidos) = anjo de Deus
- T.P.M., 338, 510 (citações não claras)
- Idéia da Igreja Adventista do 7o Dia
símbolo 131 \f "Wingdings" \s 12
Casti
al = Zorobabel e o povo, por extensão
Oliveiras (ou Ungidos) - os dois profetas
Esd. 5:12; 6:14
Capítulo 5
Sexta visão
. Pecado contra o próximo: furtar
. Pecado contra Deus: jurar falsamente
- O rolo é tão grande que todos o podem ver e ele vai a toda parte. Ele persegue os que não se relacionam adequadamente com Deus e com o próximo.
- Agora depois do cativeiro, não só as promessas e bênçãos continuam valendo, mas também a lei e suas maldições (1:6; Deut. 28).
- Depois de citar visão E. G. W., escreveu:
“Contra todo malfeitor, a Lei de Deus profere condenação. Pode ele deixar de atender àquela voz, pode procurar silenciar o seu aviso, mas em vão. Ela o acompanha. Faz-se ouvir. Destrói-lhe a paz. Desatendida, persegue até a sepultura. Dá testemunho contra ele no juízo; qual fogo inextingüível consumirá finalmente corpo e alma” - Ed., 144.
- A aliança, feita no passado, ainda está valendo, em suas bênçãos e maldições. Se o povo fosse infiel, a maldição entraria em sua casa e os destruiria.
Sétima visão
- “Toda a terra” - não o mundo todo, mas Judá.
- A visão apocalíptica tem caráter sobrenatural; o profeta vê coisas que não existem.
- Palavra hebraica para vento, espírito, mesmo humano e divino é Ruah.
- Pode estar mostrando que é o Espírito de Deus que tira a impiedade
- O objetivo desta visão é mostrar que a impiedade será tirada para bem longe do povo de Deus. Ela ficará em Babilônia com os inimigos do povo de Deus; ali é seu lugar, pois ela é bem aceita e apreciada.
Capítulo 6
Oitava visão
- Na mitologia babilônica, dois montes marcavam a entrada da residência dos deuses
- Deus pode ter querido usar algo que o povo conhecesse, pois conheciam Babilônia. Então os “quatro carros” saíam da presença de Deus.
- Deus estava enviando seus mensageiros para aturem em prol de Seu povo na Babilônia, onde estavam os medo-persas.
- Os cavalos brancos foram após os pregos para a terra do norte.
- O carro dos baios para a terra do Sul - Egito.
- Idéia que o Espírito de Deus teve sucesso em Sua missão na terra de Babilônia - Esd. 4:4-6, 17, 21-24; 5:1-6; 6:1-15.
- O que os anjos foram fazer na terra do norte? E do Sul?
- Foram trabalhar na mente e coração dos líderes dos impérios mundiais, medo-persa e Egito, para liberarem o povo de Judá a voltarem e ressurgirem como nação.
605
1a invasão
597
2a invasão
586
3a invasão
536
Fim dos 70 anos de cativeiro
520
Ageu e Zacarias
515
Inauguração do Templo
482
Ester, ano em que ocorre o que Ester relata com os que não voltaram
457
Esdras deixa o governo de Artaxerxes e vai à Judá. Decreto para reconstruir Jerusalém
444
Neemias
432
12 anos (Neemias) como governador
425
Malaquias
16 - Malaquias - c. 425
Nome: Meu servo. Quase 100 anos após Zacarias.
Três pecados principais:
. Sacerdócio corrupto
. Casamento com estrangeiras e o divórcio de suas esposas israelitas
. Negligência dos dízimos e ofertas.
No livro Deus acusa o Seu povo 8 vezes e em cada uma delas, eles retrucam, contradizem e pedem provas. Este espírito desenvolveu-se mais nas seitas dos fariseus e saduceus.
Capítulo 1
- Tem a ver com a missão, não com a salvação.
- u.p., retrucam novamente.
Capítulo 2
(1) - Humana
(2) - do campo, pois viviam das ofertas, que dependiam da prosperidade do povo.
- “Atirarei excremento” nos sacerdotes.
- Parte da oferta era o bucho (estômago) - Deut. 18:3, onde ficava as fezes do boi e isto eles ganhariam - o excremento de dentro do bucho.
- Êxo. 32:25-29 - a fidelidade de Levi (tribo) no episódio do bezerro.
- Núm. 3:11-13 - escolha dos Levitas em vez dos primogênitos para trabalhos espirituais
- Núm. 25:10-13 - (V. 12) - “dou-lhe a minha aliança de paz”. A Finéias, cheio do zelo do Senhor e à sua descendência.
Qualidades dos Sacerdotes
- Conhecer
- Admirar
- Reverenciar
- Confiar
- Submeter
- meio (3) - Andar com Deus
símbolo 129 \f "Wingdings" \s 12
Desviavam a muitos, fazendo-os tropeçar
símbolo 130 \f "Wingdings" \s 12
Viola
o da aliança levítica
- A conduta dos sacerdotes levava o povo a desprezar a Deus e Sua obra e Seus ministros.
- De acordo com a Lei de Deus, não deveriam se unir em casamento com outras nações - Lev. 20:26; Deut. 7:1-4; Nee. 13:23-27
- O texto pode estar se referindo à criação de apenas esposa para Adão, porque Deus quer uma descendência piedosa.
- Ed Atualizada
- Os que se divorciavam talvez estivessem usando Abraão como desculpa; mas o caso dele foi diferente, não por motivos egoístas.
- Deixavam os israelitas e tomavam s pagãos
- Estavam tão longe de Deus que nem discerniam o que agradava a Deus e O que o aborrecia.
Capítulo 3
- Profecia sobre João Batista; sua missão: preparar o caminho do Senhor
- Em seguida, aparece outro personagem, “o Senhor” - profecia sobre Jesus.
3:1b-4 - juízo investigativo
- Trás a mesma idéia que Dan. 7:13; 8:14 - G.C., 423-425
3:1b-3b - Referente também à primeira purificação do Templo feita por Jesus, no início de Seu ministério - D.T.N, 113.
- Nada a ver com inferno, e sim, com purificação. Figura: ourives.
- Potassa = sabão para limpar não, para consumir a roupa.
- Idéia de juízo investigativo, não executivo.
- Aplicação primária: não teve cumprimento, devido à atitude do povo (judeus).
- E.G. White, aplica a obra de Jesus hoje no santuário celestial.
- E.G.W., usa para o destino dos ímpios - 2o Advento - Juízo investigativo - G.C., 424, 425
3o pecado daqueles dias: Infidelidade nos Dízimos e Ofertas
- Graças a isto, não consome os infiéis
- Em correspondência ao apelo de Deus para voltarem
- Este apelo está em toda a Bíblia
- Eles retrucam de novo - Deus é claro
- Deve ser entregue no Templo
- Ofertas sempre devem ser proporcionais, porém eu determino o percentual, conforme as bênçãos - Deut. 12:11; II Cor. 11:8; Filip. 4:15-18; I Tes. 2:7 Livro: O ouro de Deus em minhas mãos.
- As bênçãos são conseqüências da fidelidade
- “diziam” que serviam a Deus, mas isto não era verdade
“Sua conversação consiste em palavras de animação, esperança e fé” - T.S., 3, 41.
- Este grupo era agradável a Deus e Ele relatava até suas atitudes boas num Livro de Memórias.
- Neste livro memorial estão registradas as boas atitudes dos tementes a Deus - Nee. 13:14; Sal. 56:8; Atos 10:4; G.C., 481.
- A Sra. White usa se referindo ao povo de Deus após fechar a porta da graça, no tempo de angústia e aflição - G.C., 632
- um falava mal de Deus (parecem mais bem sucedidos)
- outro fala bem dEle (parecem que sofrem mais)
- Aqui Deus diz que tem um dia no Seu cronograma em que se verá a grande diferença entre estes dois.
- E. White usa-o para a experiência após a ressurreição parcial e pouco antes da nuvem que trás Jesus, quando a Lei é vista o Céu - G.C., 637.
Capítulo 4
- Não tinha aplicação para a época
- G.C., 669, 670 - usa-o para a destruição dos ímpios no final do milênio.
- “restolho”- palhinha, graveto que queima logo.
- Menciona os soberbos (V. 15)
- Fogo de Malaquias
- “Nem raiz, nem ramo”: Satanás é a raíz e seus seguidores os ramos - P.P., 353; G.C., 669, 670; II Tes. 1:8; II Pe. 3:10; Apoc. 2-:9,10.
- Deus é comparado ao sol no Salmo 84:1
- Cristo é a luz - Isa. 49:6
- Ele é a nossa Justiça - Jer. 23:5, 6; I Cor. 1:30.
- Refere-se à vinda de Cristo em glória para libertar Seus filhos.
- P. J., “quem tem a cura (salvação) em Seus raios (asas) ...” -
- Aqui Deus disse que devem lembrar e sabê-la.
- Horebe é o Sinai - Êxo. 3:1, 2; Atos 7:30
- Ali Deus revelou-se a Moisés na sarça;
- ali Deus deu a Lei;
- ali Deus fez sair H2O (água) da rocha - Êxo; 17:6;
- ali revelou-se Deus a Elias - I Re. 19:8-18
- Malaquias menciona os antepassados fiéis:
- Jacó
- Levi (Finéias)
- Moisés
- Elias
- A última palavra é “maldição”; contrasta com Apocalipse, que termina com bênção.
Conclusão
II Pe. 1:19-21
Isa. 55:10, 11 - (contexto: palavra (povo no cativeiro) profética)
II Cro. 20:20
PESQUISA SOBRE O PROFETA
JEREMIAS
Período de Seu ministério
Jeremias marca o início de seu ministério profético, conforme mencionado no verso 2 do primeiro capítulo de seu livro bíblico, no décimo terceiro ano do reinado do bom rei Josias, de Judá, com quem o profeta mantinha relações cordiais.
Sabe-se que Josias iniciou seu reinado em 640 a.C., estendendo-se até o ano 609 a.C. Podemos, portanto, datar com segurança o início das atividades do profeta Jeremias n ano 627 a.C., ocasião em que veio a ele a palavra do Senhor, comissionando-o para uma missão especial de duplo aspecto: positivo: “edificar e plantar” e negativo: “arrancar e derrubar” (1:10).
Nesse tempo, já fazia cerca de sessenta anos da morte de Isaías.
Estudiosos entendem que Jeremias estava com cerca de vinte anos de idade quando de seu chamado. A sua argumentação com o Senhor no capítulo 1, verso 6, onde utiliza a palavra hebraica “Naar” que foi traduzida por “criança”, admite tal suposição, uma vez que indica juventude, neste contexto.
Seu ofício profético ampliou-se por mais de quarenta aos, apesar de ser chamado por alguns de o “profeta relutante”, devido à sua atitude na ocasião de seu chamado (1:6)
Dados biográficos
Nada menos que nove personagens figuram com esse nome nas páginas do Antigo Testamento.
O profeta Jeremias nasceu em cerca de 647 a.C. Era filho de Hilquias e pertencia a uma família sacerdotal que vivia e trabalhava em Anatote, cidade de Benjamim, cerca de 4 Km. a noroeste de Jerusalém.
Muitos estudiosos tem pensado que seu pai foi o sumo sacerdote do mesmo nome (II Re. 22:8), que encontrara o rolo do livro da Lei, no décimo oitavo ano do reinado de Josias.
Porém, outros eruditos pensam que isso é improvável, pois Jeremias, em seus escritos, nada menciona quanto a isso.
Naturalmente, seu pai era sacerdote, mas não necessariamente, aquele sumo sacerdote. O nome Hilquias era bastante comum na época. Além disso, os sacerdotes que residiam em Anatote eram da casa de Abiatar (I Re. 2:26, 35), enquanto que o sumo sacerdote era da linhagem de Eleazar, a começar por Sadoque. Salomão havia banido Abiatar para Anatote e dessa linhagem nunca mis surgiu um sumo sacerdote.
O próprio Jeremias nunca serviu como sacerdote. Ele cresceu em Anatote e ficou familiarizado com a vida rural daquele lugar. Sem dúvida, ele aprendeu sobre os escritos dos profetas anteriores, e tinha excelente educação religiosa.
Era de natureza tímida, sensível e compassiva. Seu nome foi construído em torno do nome hebraico de Deus, Yahweh. A maioria dos estudiosos concorda que seu nome significa: “Jeová levanta” ou “Jeová estabelece”.
Supondo que por ocasião de seu chamado por Deus par o ofício profético estivesse com cerca de vinte anos, sua meninice ter-se-ia passado nos reinados de Josias (640-609) e também de Manassés e Amom.
Por ocasião de seu chamado, como era usual, ele sentiu sua incapacidade ara tão elevada tarefa. Foi chamado, inclusive, de “o profeta relutante” (1:6), além de “o profeta chorão”(9:1; 13:17) e “o profeta solitário” (por ter recebido a ordem de não se casar - 16:2). Deus lhe apresentou a incumbência de proclamar uma severa mensagem de julgamento, uma mensagem dura que conflitava frontalmente com sua natureza tímida e sensível. Porém, a vontade de Deus acabou prevalecendo, e o jovem servo de Jeová confiou na promessa de Deus e que Ele o habilitaria a falar.
Deus lhe apresentou o duplo aspecto de seu ministério: o negativo e o positivo.
Uma vez aceito o chamado, encheu-se de um muito forte senso de missão, que foi se desenvolvendo no decorrer de se longo tempo de atividades como porta-voz de Deus a um povo endurecido no pecado. Jeremias serviu com grande zelo até o fim, apesar de mais de uma vez ter querido abandonar sua condição de profeta, devido a oposição cruel que sofrera.
As perseguições de que foi vítima tornaram-no um homem que experimentou muitas aflições (Lam. 3:1). Por reiteradas vezes, ele precisou arrastar o ódio e palavras ofensivas e atos vis de homens ímpios que se tinham levantado como autoridade e líderes.
Mas Jeremias permaneceu fiel à sua chamada profética. Suas “lamentações” demonstram a profundeza de seu amor por seu próprio povo; e seus apelos à retidão exibem sua piedade que jamais se comprometeu.
Assim, a perseverança e a fidelidade eram suas principais qualidades de caráter, e por mais de quarenta anos, Jeremias proclamou fielmente o julgamento divino contra o reino apóstata de Judá, suportando durante todo esse tempo, oposição, espancamentos e aprisionamento (11:18-23; 12:6; 18:18; 20:1-3; 26:1-24; 37:11-38:28).
Por ocasião da destruição de Jerusalém (587 a.C.), jeremias foi bondosamente tratado pelos babilônios. Nabucodonosor deu a seu comandante, Nabuzaradã, a ordem de libertar a Jeremias e seguir qualquer conselho que fosse dado pelo profeta. É estranhíssimo que o monarca pagão respeitasse ao profeta mais do que o próprio povo deste! (39:11, 12). A Jeremias foi dado escolher ficar com o seu povo, no exílio, ou permanecer em Jerusalém, com o remanescente minúsculo que ali seria deixado. Jeremias preferiu ficar em Jerusalém, tendo-se transferido para Mispa, o moderno Tell en-Nasbeh, cerca de 13 quilômetros ao norte de Jerusalém.
Assim Jeremias ficou com o povo que permaneceu em Judá, cujo novo governador nomeado pelos babilônios era Gedalias. No entanto, não demorou para que Gedalias fosse assassinado, e Joanã tornou-se o próximo líder do povo judeu.
Jeremias aconselhou o povo a seguir a liderança de Joanã e permanecer na Palestina (42:7ss). Mas os judeus, em seu espírito revoltado, recusaram-se a isso, novamente acusando o profeta de estar se bandeando para o inimigo. E foram para o Egito, forçando Jeremias a acompanhá-los (43:6, 7)
Estando no Egito, Jeremias continuou o seu ministério espiritual e profético, procurando desviar os judeus de suas iniqüidades e erros obstinados-cap.44.
O livro de Jeremias não narra o que, finalmente lhe sucedeu. Presume-se que ele tinha morrido no Egito, em cerca de 570 a.C.
Há uma tradição, aludida por diversas fontes, que diz que Jeremias foi apedrejado até à morte, pelos seus próprios correligionários, em Tafnes, no Egito.
Uma tradição alexandrina diz que os ossos de Jeremias foram levados àquele lugar por ordem de Alexandre, o Grande.
Uma outra tradição afirma que quando Nabucodonosor conquistou o Egito, Jeremias e Baruque escaparam para a Babilônia. Ali, ele teria vivido durante algum tempo, até morrer em paz. Não há como julgar qual dessas tradições é a correta.
Local de seu ministério
Como membro do sacerdócio Levítico, Jeremias havia sido educado desde a infância para a santa função. Nesses felizes anos de preparação pouco imaginara ele que havia sido consagrado desde o nascimento para ser um profeta às nações (1:5, 10). Jeremias seria mensageiro não só para Judá, mas também para as nações gentílicas vizinhas.
O primeiro local onde Deus enviou o jovem profeta de Anotote foi Jerusalém (2:2), porém não limitou seu ministério à esta cidade. No capítulo 11, ver 6, Ele lhe ordena ir às cidades de Judá e às ruas de Jerusalém.
Mais tarde, quando Jeremias regressou à sua cidade natal, seus concidadãos intentaram matá-lo. Para escapar, parece que mudou-se para Jerusalém. Mesmo ali sua vida corrida perigo, se indignavam contra suas predições de destruição do Templo. Nesta situação, os príncipes o defenderam (26:16)/
E, por fim, quando da destruição de Jerusalém, escolheu ficar entre os cativos de Judá, acabou sendo forçado a ir para o Egito. Ali, em Tafnes, jeremias pregou que o Egito seria invadido por Nabucodonosor e deu sua última mensagem de advertência aos judeus que haviam ido à este lugar (cap. 44).
Profetas Contemporâneos
Naum (c. 640?)
Ezequiel (593/2-c. 570)
Habacuque (c. 630?)
Joel (c. 620?)
Sofonias (c. 630?)
Obadias (possivelmente c. 586?)
Hulda
Urias
Daniel (603/2-536/5
situação política, econômica, social e religiosa nacional
Jeremias viveu em um período histórico crucial para Judá quanto para o Oriente próximo e médio em geral.
Seu ministério abarcou os últimos quarenta anos da existência de Judá como reino. Esse minúsculo reino de Judá havido sido vassalo da Assíria, antes. Porém teve de mudar a sua lealdade primeiramente para o Egito e então para a Babilônia.
Durante este período de quarenta anos, cinco reis figuraram no trono de Judá e a cada um deles Jeremias deu mensagens de reforma e reavivamento espiritual. O rei Josias levou a efeito reformas religiosas por volta de 628 a.C. Parece que Jeremias o ajudou em sua política reformadora (II Re. 23:1). Alguns eruditos, porém, duvidam disso, porque essas reformas foram de natureza cúltica. É possível pensar, entretanto, que tais reformas fossem mais profundas do que isso.
A descoberta do rolo da lei, por Hilquias, ajudou no movimento reformista. Jeremias já era profeta fazia cinco anos, quando isso sucedeu, em c. 621 a.C.
É possível que os capítulos primeiro a sexto do livro de Jeremias descrevam as condições antes daquelas mudanças começarem a ter lugar. O trecho de Jer. 11:1-8, talvez, referia-se a seu entusiasmo em favor dessas reformas.
O professor C. Lattey sugeriu que os capítulos 1 a 20, excetuando os 12:7 a 13:27, foram escritos durante o reinado de Josias.
O rei Josias foi morto em Megido, combatendo Neco, faraó do Egito, que lutava para auxiliar a Assíria (II Re. 23:29, 30), em 609 a.C. Jeremias lamentou muito a morte desse rei (22:10).
Após a morte de Josias a oposição ao profeta ganhou ímpeto. Ele escapou por pouco à prisão, foi proibido de ir ao Templo, e teve de comissionar Baruque, seu secretário, para anunciar suas profecias.
O sucessor de Josias ao trono de Judá foi seu filho, Jeoacaz. Esse monarca de Judá governou por somente três meses, e nada se sabe acerca do relacionamento dele com Jeremias, que nada escreveu em seu tempo.
Faraó Neco depôs Jeoacaz e o levou em cadeias ao Egito (II Re. 23:32, 33; conforme Jer. 22:10), além de impor a Judá um pesado tributo. Jeremias também lamentou o destronamento de Jeoacaz e seu exílio, no Egito (22:10-12).
Jeoaquim, irmão de Jeoacaz, foi nomeado rei em seu lugar, por autoridade de Neco. Ele reinou de 609 a 598 a.C. (22:13-17), sendo apenas um vassalo do poder egípcio.
Ora, Jeremias era o principal representante do grupo que favorecia a supremacia dos caldeus. Isso o expôs a um grande perigo, e ele foi aprisionado. Chegou a ser proposta a pena de morte (26:11 ss.). Alguns dos príncipes de Judá tentaram protegê-lo, apelando para o precedente estabelecido por Miquéias, o morastita que havia profetizado tempos antes de Jeremias.
Em c. 604 a.C., o rei Jeoaquim destruiu as profecias escritas de Jeremias, que, depois, foram reescritas pelo profeta (36:22).
Joaquim, filho e sucessor de Jeoaquim, aparece em Jeremias 22:24, 28 Ed 24:1, com o nome de “Jeconias” ou “Conias”, em outras traduções. Ele colheu a péssima messe que fora semeada por Judá e seus governantes anteriores. Tinha apenas dezoito anos de idade quando subiu ao trono, e ficou ali somente por três meses.
Por ocasião do cerco de Jerusalém (597 a.C.) e deportação do rei Joaquim, Nabucodonosor nomeia para o trono a Zedequias ou Matanias, tio de Joaquim e filho de Josias.
Os registros históricos dos babilônios confirmam essa informação bíblica. Zedequias era o filho mais novo de Josias e foi o último rei de Judá (de 597-586). Ele começou a ouvir mais a Jeremias do que a seus antecessores; porém, já era tarde demais para isso fazer qualquer diferença.
Jeremias viveu em dias de declínio e apostasia sem paralelo no reino de Judá. Porém, nunca se esquivou da tarefa, mesmo diante de falsas acusações e de ameaças de morte, uma vez que por causa das destemerosas afirmações que fazia, Jeremias era desprezado, odiado, rejeitado dos homens e até aprisionado sob as piores condições. Pela grande massa do povo o chamado ao arrependimento e reforma não foi atendido.
situação política internacional
No cenário mundial figuravam a Assíria, o Egito e a Babilônia, que lutavam pelo domínio.
O império assírio, que tivera seu apogeu de 705-626, sob Senaqueribe (705-681), Esar Hadom (681-669) e Assurbanipal (669-626), havia declinado e caído. Sua capital, Nínive, fora capturado e saqueada pelos caldeus, sob Nabopolassar, pelos medo (sob Ciáxares), e pelos citas em agosto de 612 a.C.
Sete anos mais tarde, na batalha de Carquêmis, os egípcios e os remanescentes dos assírios foram derrotados pelos caldeus.
Assim, a nova potência mundial veio a ser o império neo-babilônico, governado por uma dinastia caldéia, cuja figura principal era o do rei Nabucodonosor II, que governou em c. De 605-562 a.C.
estilo literário do livro
No livro de Jeremias as profecias são dadas em estilo de prosa, sem ordem cronológica.
O livro revela vigorosamente a rica personalidade de seu autor e fornece, assim, uma autobiografia espiritual deste servo de Deus.
O livro contem também uma série de narrações biográficas e históricas, que podem ter sido feitas com a colaboração de Baruque.
Ali é explicado a maneira em que forma redigidos as duas versões da profecia. Jeremias ditou a Baruque as palavras da primeira versão da profecia e este os escreveu em um rolo de pergaminho. Então se confiou a Baruque a perigosa tarefa de ler estas palavras ao povo no templo, em um dia de jejum (36:5-8).
Um dos funcionários de Joaquim, levou o rolo ao rei, este o tomou com desprezo, o rasgou com um canivete e o colocou no fogo (36:20-23). Isto tornou necessário que fossem escritos novamente as mensagens anteriores. Jeremias ditou de novo as palavras e Baruque as escreveu. Esta segunda versão do texto foi de maior extensão porque continha não só as mensagens da primeira, mas também as recebidas posteriormente (36:32).
O capítulo final do livro consta de um sumário histórico - não de uma profecia - que se estende muito além do tempo do ministério de Jeremias, escrito posteriormente por outra pessoa, Esta foi muito cuidadosa em esclarecer que este capítulo não era obra do profeta.
Tema Central do Livro
Jeremias foi o profeta da religião sincera. Suas mensagens chamavam a abandonar o externo e superficial para volver-se ao interno e real. Ensinava que a corrupção tem sua origem em um coração ímpio e que sem um novo coração, novas intenções e um novo espírito, o homem é incapaz de fazer o bem, tal mudança destacou, só poderia ser efetuada por um ato criador de Deus (24:7; 31:31-34).
Advertiu contra as alianças perigosas com outras nações, admoestou Judá a que se submetesse ao jugo babilônico e assinala que a rebelião levaria a nação ao colapso.
Advertências contra o pecado e promessas de juízo são proeminentes em todo o livro, mas igualmente o é a mensagem de esperança e restauração. O profeta previu um futuro glorioso para aqueles que fossem fiéis ao Senhor. Ambas as casas de Israel retornariam; se reuniriam de novo como um só povo. Outra vez seriam o povo de Deus e Ele seria Seu Deus.
Se Israel obedecesse as mensagens de reforma a nação seria reconstituída sob um novo pacto. Um “Renovo de Justiça” da raíz de Daria seria seu rei (33:14-17).
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Esboço Resumido
III.Profecias em Judá, após o cativeiro (40:1-42:22)
IV.Jeremias no Egito (43:1-45:5)
Profecias sobre os Últimos Dias
Os escritos de Jeremias são referidos quatorze vezes no Apocalipse; dessas quatorze referências, dez tem a ver com Babilônia.
O escritor de Patmos parece aplicar o que ocorreu com a Babilônia histórica, segundo profetizou Jeremias, ao que ocorrerá com a Babilônia espiritual.
O decreto de Deus de vingar-se de Babilônia em Jeremias 50:29, é repetido em relação à Babilônia do Apocalipse.
Há ainda outras paralelos proféticos entre as duas “Babilônias”.
JEREMIAS
APOCALIPSE
50:39
18:2
51:7
17:2-4; 18:3
51:9
18:5
51:13
17:1
51:48
18:20
51:49
18:24
50:1-51:63, 64
18:21
BIBLIOGRAFIA UTILIZADA
Bíblia, Edição Revista e Atualizada
Bíblia Anotada
Comentário Bíblico Adventista do 7o Dia
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia
O Cuidado de Deus (M.M.)
O Desejado de Todas as Nações
O Grande Conflito
Profetas e Reis
O Novo Dicionário da Bíblia
CRONOLOGIA DOS PROFETAS ESCRITORES DO ANTIGO TESTAMENTO
DIVISÃO DO IMPÉRIO DE SALOMÃO
931
PERÍODO PRÉ-EXÍLICO-
Israel
Jonas
Amós
Oséias
PERÍODO PRÉ-EXÍLICO-
Judá
Isaías
Miquéias
Naum
Habacuque
Sofonias
Jeremias
Joel
INÍCIO DO CATIVEIRO DE JUDÁ
605
PERÍODO DO EXÍLIO
Judá
Daniel
Ezequiel
Obadias
603/2 - 536/5
593/2 - c. 570
RETORNO DOS JUDEUS À PALESTINA
536
PERÍODOS PÓS-EXÍLICO
Judá
Ageu
Zacarias
Malaquias
520
520 - c. 518
Obs.: Estes dados foram extraídos do S.D.A.B.C., especialmente Vol. 4, pág. 18. Alguns profetas são datados de modo diferente por outros estudiosos.
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